quinta-feira, 9 de agosto de 2007

ARTE - Castro Alves realiza VI Tarde de Talentos

Alunos da 5ª a 8ª séries participaram do evento no Ginásio Padre Ézio Julli

Araranguá – Na tarde de ontem, estudantes de 5ª a 8ª séries da EEB Castro Alves se reuniram no ginásio Padre Ézio Julli para um compromisso muito especial: eles ensaiaram e criaram passos para enfrentar a disputa entre os colegas da escola na VI Tarde de Talentos.

Foram shoWs de dança, expressão, música e coreografias inteiramente criadas por eles. Ao final do confronto, uma turma de cada ano sagrou-se campeã. Mas para a diretora Ilka Alves Pereira, vencer não é o mais importante: “O interessante está aí, na possibilidade que eles encontram de definir os próprios espetáculos, na criatividade que usam para construírem as apresentações”, disse. A programação ajuda na descoberta de talentos: “É a escola integrando o aluno e suas capacidades”, finalizou.

Diretora (e) acredita que atividade estimula criatividade dos alunos

SEM AVISAR - Associação de Moradores do Soares reclama de sepultamento sem autorização

Nesta semana, dois enterros foram realizados no cemitério da comunidade sem conhecimento da entidade, que administra espaço desde o ano passado

Araranguá – Membros da Associação de Moradores do Soares estão indignados: esta semana, dois enterros foram realizados no cemitério da localidade sem autorização da entidade, que administra o local desde maio de 2006. Segundo a presidente da Associação, Maria da Silva dos Santos, no domingo, foi enterrado Euclides Machado Borges, da comunidade de Sanga da Areia, sem que nenhum parente tivesse pedido a permissão para qualquer membro da Associação. A situação se repetiu na segunda-feira, quando os parentes de Severiano Silva, do Campinho, enterraram a esposa do falecido sem falar com os membros da associação. O nome da morta não foi identificado, já que no jazigo não há a inscrição. Para Maria, a preocupação é justificável, já que nenhuma Certidão de Óbito chegou às mãos da Associação, que precisa dos documentos para garantir a organização do cemitério: “Chega a ser perigoso isso, e se não há comprovação da morte? A Certidão de Óbito é fundamental para os enterros neste cemitério”, alerta.

Presidente da Associação (e) diz que enterro precisa ter Certidão de Óbito e autorização

Os dois sepultamentos foram feitos pela Funerária Santa Terezinha, que não pode confirmar a existência dos documentos: “Somos contratados para o serviço funerário, não é prática a exigência da Certidão de Óbito”, justifica o proprietário, Carlos dos Santos. Segundo ele, a entrega do documento para o cemitério é a prática mais comum. Ele chegou a defender que no sepultamento de domingo, os parentes procuraram pelos membros da Associação sem sucesso, e por isso, o enterro aconteceu sem autorização. Ele não acredita que os dois mortos tenham sido enterrados sem a emissão da Certidão de Óbito, e diz que a falha foi a não entrega dos documentos para os administradores, o que ainda pode acontecer. No cemitério, a reportagem do Jornal Correio do Sul procurou os dois novos jazigos junto com a administradora, mas apenas conseguiu encontrar a última morada da mulher de Severiano Silva.

Dona Maria diz que não há cobrança de taxas nos enterros, e que as famílias pagam apenas uma anuidade de R$ 20 para capelas e R$ 10 para túmulos, visando a ajuda na manutenção do cemitério e o pagamento da taxas de água e luz.


Reportagem identificou o jazigo de Severiano Silva, cuja esposa teria sido enterrada nesta segunda, sem autorização

CRACK - Corpo encontrado no rio foi identificado, rapaz também era usuário de drogas

Para a Polícia, apesar da inexistência de marcas de violência, duas vítimas inauguram nova forma de execução em Araranguá

Araranguá – O corpo de Ejoelte Plácido da Silva, o Gaspar, 41 anos, foi identificado pela família ontem pela manhã, no IML de Araranguá. Ele foi encontrado na tarde desta terça-feira, 07, boiando no rio Araranguá, próximo à ponte da Barranca. Assim como Fabrício Penna Rocha, 29, também encontrado no Rio, no domingo, Gaspar era usuário de drogas e teve várias passagens pela Polícia. Apesar da perícia apontar que nenhum dos corpos teria marcas de violência ou perfurações de bala, a Polícia quer saber as circunstâncias dos dois afogamentos, já que são muitas as coincidências: “Parece que inauguraram uma nova forma de execução em Araranguá”, disse o Delegado Jorge Giraldi, que coordena as investigações.

Segundo o delegado, além das semelhanças nas duas vítimas – ambos eram usuários de crack, estavam desempregados e possivelmente possuíam dívidas com o tráfico – é muito improvável que as mortes tenham ocorrido porque os dois teriam tido simultaneamente a idéia de ir ao rio: “Primeiro, porque é inverno, e segundo, porque por mais que se pense na possibilidade de suicídio, é muito improvável que os dois tenham realizado o ato no mesmo momento”, disse, confirmando a versão de que os corpos teriam morrido no mesmo espaço de tempo. Apesar disso, a Polícia não pode afirmar que as mortes tenham sido induzidas: “Precisamos investigar”, disse o delegado.

BIBLIOTECA – Há pelo menos 15 anos, Gaspar é conhecido da Polícia, com diversas passagens por furto, receptação e uso de drogas. Há cerca de dois meses, ele foi preso em flagrante após ter furtado a biblioteca pública municipal Luiz Delfino, na Praça Hercílio Luz, local onde ele costumava passar os dias e as noites, sempre em companhia de menores de idade.

A notícia da morte dele surpreendeu a bibliotecária Fabiana Daniel, que confirma o furto, dizendo que o rapaz teria levado uma impressora, microfone, caixas de som, rádio relógio, controle da TV: “Ele não levou a TV porque não deu tempo, e contou com a ajuda de alguém, que escondeu os produtos do roubo num mato aqui perto”, diz a bibliotecária. Ela confirma que muitas vezes viu o homem na praça: “Estava sempre aqui, com os menores”, disse.

Uma outra testemunha, que não quis se identificar, disse que Gaspar costumava aliciar menores para o tráfico de drogas. Ela contou que há cerca de uma semana, o homem teria dito para ela e uma amiga que esperava receber um dinheiro, já que tinha dívidas a pagar. A testemunha não confirmou que as dívidas eram de drogas: “Isso ele não disse, mas a gente acredita que seja, já que ele estava sempre alcoolizado e era conhecido por todos como usuário”, disse. Pintor e construtor, o vício não permitia que o “Guri” - como alguns o chamavam pelo hábito de andar com menores – conseguisse trabalho.

Corpo fechado – Outra testemunha contou que na última vez que ele foi preso, dizia que não ficaria detido muito tempo. Parente de policiais, ele achava que tinha o corpo fechado: “Costumava dizer que não tinha medo, porque era amigo de muitos policiais, e que a Polícia tinha medo dele”. De uma forma ou de outra, acabou perdendo para o vício.

A reportagem do Jornal Correio do Sul procurou também por amigos e parentes do morto, mas ninguém foi encontrado. Ele teria sido casado, e tinha uma filha, mas estava separado há muito tempo, e a Polícia não sabe o paradeiro da ex mulher. Também não foi possível encontrar a casa onde morava, já que ele mudava constantemente de endereço. A última residência teria sido no Balneário Arroio do Silva, mas há algum tempo ele não vivia mais lá.


MAIS UM - Outro corpo é encontrado boiando no Rio Araranguá

Cadáver de homem estava em avançado estado de decomposição, e foi retirado a 20 metros da cabeceira da Ponte da Barranca. Este é o segundo corpo retirado do rio nesta semana


Araranguá – Pela segunda vez nesta semana, as Polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e o IML foram acionados para retirar um corpo do Rio Araranguá. Segundo o comandante da operação, Sargento Lincoln, por volta das 15h30 de ontem, foi recebida a ligação anônima de uma mulher, que acionou o 190 informando que teria visto um corpo se arrastando pela correnteza no sentido sul-norte, até se prender em plantas aquáticas dentro do rio, há cerca de 20 metros da Ponte da Barranca, local de onde ela teria avistado a cena bizarra.

Os homens do Corpo de Bombeiros tiveram dificuldades para retirar o corpo de um homem, em adiantado estado de decomposição, de dentro do rio. Segundo o perito do IML, Roberto Omano, não havia como determinar a idade nem há quanto tempo o homem estaria morto, nem se havia marcas de violência ou perfuração de balas no momento da retirada do corpo do homem, que vestia calça jeans preta, cinto beje e uma blusa de moleton marrom : “Precisamos avaliar”, disse.

Corpo foi avistado por uma mulher, que ligou para o 190. Ela viu quando o cadáver se arrastava pela correnteza, da ponte da Barranca

A cena atraiu dezenas de curiosos, como as moradores da Barranca Mery Sagaz, 41 e Ana Maria Nazário, 66. Mery, diz que durante os 16 anos que mora no bairro, só testemunhou a retirada do corpo de um suicida antes do dia de ontem, mas confirma a fama do local: “Volta e meia aparece um corpo por aqui”, afirma. Apesar de morar na Barranca há apenas um ano, Ana Maria concorda: “A fama é sempre essa, a desova é aqui”.

Neste domingo, um outro corpo foi retirado de dentro do rio, há menos de 100 metros do local. O morto foi identificado como Fabrício Penna Rocha, 29, pela mulher, que reconheceu o marido pelas vestes que usava.

preta, cinto beje e uma camisa marrom : “Precisamos avaliar”, disse.


Bombeiros tiveram dificuldades para retirar corpo da água, e precisaram rebocá-lo até a margem

A cena atraiu dezenas de curiosos, como as moradores da Barranca Mery Sagaz, 41 e Ana Maria Nazário, 66. Mery, diz que durante os 16 anos que mora no bairro, só testemunhou a retirada do corpo de um suicida antes do dia de ontem, mas confirma a fama do local: “Volta e meia aparece um corpo por aqui”, afirma. Apesar de morar na Barranca há apenas um ano, Ana Maria concorda: “A fama é sempre essa, a desova é aqui”.

Neste domingo, um outro corpo foi retirado de dentro do rio, há menos de 100 metros do local. O morto foi identificado como Fabrício Penna Rocha, 29, pela mulher, que reconheceu o marido pelas vestes que usava.



VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - Duas mulheres, duas histórias de perdão e arrependimento

Maria Aparecida Fagundes e V.C.J perdoaram os ex maridos violentos, e voltaram a ser vítimas de agressão

Araranguá – “A Lei Maria da Penha veio para ajudar a resolver o problema da violência doméstica, mas as vítimas também têm que fazer a sua parte”. A afirmação é do coordenador da Central de Polícia, Delegado Jorge Giraldi, que diz observar que a maioria das vítimas acabam reatando o relacionamento com os agressores, o que geralmente resulta em novas agressões. Há um ano da implantação da nova Lei , o número der denúncias aumentaram, assim como também a reincidência e desobediência às medidas protetivas de urgência impostas pela Justiça.

Exemplos não faltam: ontem, dois casos foram parar na Delegacia, resultando em duas prisões por violência doméstica. Em ambos os casos, os agressores eram reincidentes, e desrespeitaram as Medidas Protetivas impostas pelo juiz, com a colaboração das mulheres, que aceitaram os agressores de volta para casa.

AMEAÇA DE MORTE – Na madrugada de ontem, a auxiliar de ensino VCJ, 24, passou por maus bocados nas mãos do ex marido, o professor Jéferson Josefino Peres, 27, de quem estava separada há cerca de dois meses. Ela teria vivido com o pai das duas filhas – de seis e quatro anos – por sete anos, e em função da violência doméstica, acabou se separando em 2005. Depois de sete meses de separação – tempo suficiente para a moça comprar um automóvel – eles voltaram, e acabaram se separando de novo, também por causa da violência. Nas Medidas Protetivas, o homem teve que sair de casa e foi proibido de se aproximar dela em 500 metros. Mesmo assim, ela cedeu o veículo para ele, além de não ter retirado a chave da casa das mãos do ex.

Na madrugada de ontem, após voltar de um jantar, perto das 2h30min, a mulher percebeu que o homem andava circulando na vizinhança, no bairro Lagoão. Ao entrar em casa, ela percebeu que os objetos estavam fora do lugar, e que da bolsa, que estava no guarda-roupa, foram retirados R$ 20 e documentos pessoais. Ficou possessa e ligou para o ex. Ele foi até a casa dela, e ali inferno da mulher começou.

Eram cerca de 03h30min, quando o casal começou a discutir. Dentro da casa, o homem ameaçou a mulher de morte, e dizia que também iria se matar. Com ciúmes, queria saber onde ela estava, com quem, e como voltou para casa. Também quebrou o aparelho celular da mulher, a obrigou a ficar só de calcinha, mas não tentou forçar a relação sexual. A mulher tem marcas de mordidas espalhadas pelo corpo, e diz que ele tentou asfixia-la com um travesseiro por várias vezes. Enciumado, ele espalhou álcool pelas cortinas e cômodos da residência, dizendo que ia mata-la e morrer junto com ela. Ele se preparava para riscar o fósforo, quando ela conseguiu fugir por uma janela, mas o agressor correu em seu encalço, e acabou trazendo-a para dentro de casa Na fuga, a mulher conseguiu gritar por socorro, e os vizinhos chamaram a Polícia, que teve muito trabalho para convencer o rapaz, que ameaçava cortar o pescoço da mulher com uma faca. A Polícia teve que arrombar a porta para prender o homem violento. Na Central de Polícia, ele dizia que não tinha feito nada, e acabou fugindo. A Polícia encontrou o homem no forro da casa da ex, reconduzindo a Central de Polícia, para onde foi encaminhado ao Presídio Regional de Araranguá.

CORTADO EM PEDAÇOS – Para a mulher que conviveu por seis anos com o catador de papel Tiago da Rocha Rocha, 22, a moradora da Divinéia Maria Aparecida Fagundes, 30, esta é apenas mais uma história triste na vida difícil: “Meu coração ta cortado em pedaços”, lamenta.


Cida diz que tem o coração em pedaços, e que desta vez, não volta mais para o marido


Na visão do delegado, a permanência no convívio com o agressor é um problema crônico. Para ele, a vítima de violência não deve acreditar nas palavras de perdão e promessas de mudanças dos agressores, já que a prática mostra uma realidade muito diferente: “A recaída acontece na maioria das vezes, quando a primeira recaída, a primeira fofoca, são suficientes para que a agressão ocorra novamente. A decisão precisa ser radical”, finaliza.

Ela estava na cozinha da casa na manhã de ontem, quando o marido disse alguma coisa e ela respondeu com irritação. Como resposta, ele começou a ameaçar a mulher de morte, até jogar um copo na direção dela, acertando na orelha direita, provocando um corte profundo. Antes mesmo de ir ao hospital para fazer um curativo, ela se dirigiu a Central de Polícia, para registrar a ocorrência. O caminho é velho conhecido.

Nada disso teria que acontecer: em dezembro do ano passado, Cida, como é conhecida, cansada das violências do marido, procurou a Delegacia. O resultado foi uma série de medidas protetivas, que segundo a mulher, o homem nunca cumpriu: “Ele se enfiou em casa com ameaça, dizia que ia me matar, eu e o meu pai”. A mulher mora na casa com o filho e o pai de 63 anos, que tem paralisia no lado esquerdo do corpo, ocasionada por um AVC – Acidente Vascular Cerebral. Dentro de casa, o homem continuava a ameaçar, mas não batia mais na mulher, até ontem.

A mulher diz que ela e o pai são como reféns na casa onde vivem: além dos problemas com o marido, Cida convive também com as ações do filho, o menor AF, 13, conhecido da Polícia pela prática de furtos na cidade. Apesar dos flagrantes da Polícia, o garoto continua em atividade: “Quando desaparece alguma coisa lá na minha região, os vizinhos já mandam lá pra casa”, lamenta. Os problemas afligem a mulher, que diz que tem vontade de morrer: “È muito fardo”, chora.

“Não quero mais” – Nas duas histórias, as mulheres afirmam que não querem mais os companheiros. Cida ficou satisfeita com a prisão do marido, diz que quer se separar, e que não volta mais. Ela diz que se arrepende de ter dado mais uma chance: “Fui errada”, confessa. E promete que a primeira providência será procurar o advogado e oficializar a separação: “Acabou o tempo da escravidão”, disse.

Na visão do delegado, a permanência no convívio com o agressor é um problema crônico. Para ele, a vítima de violência não deve acreditar nas palavras de perdão e promessas de mudanças dos agressores, já que a prática mostra uma realidade muito diferente: “A recaída acontece na maioria das vezes, quando a primeira recaída, a primeira fofoca, são suficientes para que a agressão ocorra novamente. A decisão precisa ser radical”, finaliza.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

INCENTIVO - Alunos de seis escolas municipais participam de torneio de xadrez


Iniciativa faz parte do projeto Esporte na Escola, e hoje reúne alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental

Araranguá – Cerca de 60 alunos de seis escolas municipais de Araranguá participaram, ontem do primeiro torneio do ano de xadrez, dentro do Projeto Esporte na Escola. A competição, destinada aos alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, reuniu duas equipes masculinas e duas femininas das EBM’s Jardim das Avenidas, Nova Divinéia, Otávio Manoel Anastácio, João Matias, Santa Bárbara e Almerindo Luz para o torneio, que aconteceu na tarde de ontem, no auditório da EBM João Matias.

Hoje, no mesmo local, acontece o torneio entre os alunos do 6° ao 9º ano, e o mesmo número de competidores é esperado.

BOM PRA CABEÇA – A prática do xadrez tem sido coqueluche nas escolas. Os benefícios são muitos: “A modalidade é toda em cima do raciocínio, o aluno precisa ter paciência, atenção e ao mesmo tempo, formular estratégias”, define o coordenador do Esporte na Escola, Professor Paulo Luiz Dias, que diz que as rodadas são feitas dentro do sistema Schuring, ou de emparteiramento. Para os competidores, isso quer dizer persistência, já que não se sagram campeões em apenas uma jogada.

Ketlin Francine Teixeira, 8, do 3º ano, foi uma das pré-selecionadas da ERM Santa Bárbara, e participou do torneio pela primeira vez. Para ela, que teve que jogar duas das cinco rodadas, “o xadrez é bom, porque ensina a gente”. Para ela, a iniciativa da prefeitura é muito importante: “O esporte ajuda a gente a pensar melhor e aprender mais rápido”, elogia.

Ketlin (centro) e as amigas vieram da ERM Santa Bárbara para participar do torneio

Páreo duro foi o jogo entre os alunos do 4º ano Wellington Mascarelo, 10, da EBM Almerindo Cruz e Hiandy de Lima Espíndola, 9, da Santa Bárbara. Os dois empataram duas vezes na disputa, e lutavam com paciência tentando vencer oponente. Marinheiro de primeira viagem, Hiandy diz que gostou do nível da competição, e diz que gosta do esporte, porque força a mente e não é violento.Mais experiente – Wellington já competiu no ano passado – o adversário diz que além de tudo, o xadrez revela talentos: “É um ótimo esporte para a escola”, elogia. Apesar do confronto, os dois tem uma idéia em comum: ambos querem a medalha de primeiro lugar, e prometeram brigar por ela.


Wellington e Hiandy competem em busca da medalha

Esporte na Escola – Segundo o coordenador, o projeto parte da presença do esporte em todas as escolas municipais. Aos alunos, são oferecidas várias modalidades, mas a presença não é obrigatória. Além do xadrez, são disponíveis o voleibol, handebol, tênis, futsal e dança, além de outras específicas a algumas escolas, como o Tae Kwon Do. Assim como nos demais esportes, que também já tem datas para as competições, os vencedores do xadrez recebem medalhas, e as escolas vencedoras receberão troféus, no encerramento, marcado para 30 de novembro.


Coordenador do projeto acredita que município acertou ao investir no Esporte na Escola

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - Preso homem que tinha mais de dez BO’s feitos pela ex mulher

Delegado Jorge Giraldi cumpriu mandado de prisão preventiva pela primeira vez desde a vigência da Maria da Penha


Araranguá – Um mês depois do desabado da serviços gerais Daiane Vieira Patrício, 25, publicada no Jornal Correio do Sul, que conta ter feito mais de dez Boletins de Ocorrência contra o ex marido, o pintor Jean Robson de Freitas, 32, sem resultados, a moça pode respirar aliviada: cumprindo a ordem de prisão preventiva requerida pela delegada Elaine Viegas e decretada pelo juiz Julio César Ferreira de Melo, a equipe comandada pelo delegado Jorge Giraldi prendeu, na tarde de ontem, o ex marido inconveniente.


Jean negou as acusações, e disse que só queria falar com a filha, mas admitiu riscar o carro do suposto namorado da ex

Na Delegacia, Jean negou as acusações de Diane, dizendo que a mulher registrava as ocorrências nas vezes em que apenas tentou se aproximar da filha do casal, de cinco anos. Ele diz que estava ciente das duas medidas protetivas que impediam a aproximação da ex em 200 metros, e que nunca descumpriu as ordens: “Agora vou pagar por algo que não fiz”, disse. Ele não soube explicar a presença de testemunhas nos BO’s, e apesar de negar que segue e incomoda a ex mulher, confessou que riscou o carro de um suposto namorado dela, em março deste ano. Ele também admitiu que ainda não acertou a pensão da criança e as visitas, e diz que contratou um advogado para regularizar a situação. Apesar disso, diz que ajuda a filha: “Cansei de mandar leite, e até botava dinheiro no buraco do muro pra tia dela pegar, porque elas não falam comigo”, lamenta. Daiane, que ganha um salário mínimo por mês e mora com a tia, rebate: “Uma vez ele deu R$ 100, e me obrigou a assinar um recibo”, afirma.


Delegado Jorge Giraldi (e) diz que liberdade deve demorar

PRIMEIRA PREVENTIVA – Desta vez, Jean vai passar um bom tempo na cadeia. A afirmação é do delegado Jorge Giraldi, que conta que o rapaz teria sido preso pela Maria da Penha (violência doméstica) por duas vezes. Na primeira vez, em outubro de 2006 – ele foi um dos primeiros a sentir o peso da nova Lei – pagou fiança. Na segunda, ficou preso sete dias, e novamente a fiança foi paga. Nesta terceira vez, a situação é diferente: pela primeira vez desde a vigência da Lei, é expedida uma ordem de prisão preventiva na Comarca. Nesta modalidade, não há o pagamento de fiança, até determinação contrária do Juiz. Jean aguarda no Presídio e foi denunciado por ameaça, com o agravante de prevalecimento das relações domésticas, perturbação da tranqüilidade e desobediência de ordem judicial. A reportagem do Jornal Correio do Sul procurou por Daiane em casa e no trabalho, mas ela não foi encontrada para falar sobre a prisão do ex marido.

NÃO ATENDE - Repartição da Fazenda não tem telefonista

Ontem, uma funcionária foi deslocada do seu setor para atender telefones. Situação se estende há 1,5 mês, desde que terceirizados foram dispensados

Araranguá – Nos últimos dias, muita gente tentou, sem sucesso, telefonar para a 15ª Gerência Regional da Fazenda do Estado, em Araranguá. A alta demanda tem um motivo: na terça-feira (31), terminou o prazo para o pagamento do Simples Nacional, e como a repartição estatal tem um serviço de plantão fiscal preparado para esclarecer dúvidas na área contábil e financeira, é muito procurada por contadores, empresários e cidadãos em geral.


Gerente diz que problema surgiu há 1,5 mês, após a demissão de cinco funcionários terceirizados da Casvig

O problema da falta de uma telefonista vem se estendendo há anos, já que a repartição não possui o cargo. Por isso, ao longo dos anos, a função vem sendo realizada por empregados de empresas terceirizadas. Segundo o gerente da repartição, Francisco Peixoto, que trabalha no local há 23 anos, a situação se agravou com a dispensa do Estado aos terceirizados: “Perdemos cinco de uma vez só, inclusive a moça que atendia os telefones”, diz. A telefonista foi substituída por uma estagiária, mas na sexta-feira (27), ela e outro estagiário tiveram os contratos findados: “Ficamos na segunda e terça-feira praticamente sem telefonista, o que prejudicou o serviço, já que a procura por informações foi grande”, lamenta.

Como solução provisória, a gerência decidiu deslocar a funcionária Elisângela Pereira Porto, 27, que saiu da copa, onde trabalha há 3,5 anos, para o telefone da recepção. Mesmo sem experiência, a moça parece ter se entendido com o aparelho e os 20 ramais para onde precisa passar as ligações, que somam uma média de uma a cada cinco minutos: “Não é difícil, é só ter paciência que a gente aprende rápido”, garante.

Elisângela saiu da copa para o telefone, apesar da pouca experiência: “paciência para aprender rápido”

Por enquanto, a situação fica normalizada, já que todos os prazos que envolvem a saúde do sistema financeiro do Estado já foram cumpridos. Segundo Peixoto, o problema foi colocado na terça-feira para a Gerência de Fiscalização da Fazenda Estadual, que prometeu se empenhar na busca de uma solução definitiva para o problema.

NOVIDADE - Campeão abre primeira academia de Jiu-Jitsu em Sombrio

Investimento segue padrão das academias Rilion Gracie, e conta com 150m2 de tatame


Sombrio – A partir de agora, a cidade também poderá formar campeões do Jiu-Jitsu. O motivo é a inauguração da primeira academia da arte marcial em Sombrio, coordenada nada mais, nada menos que o campeão sul americano de Jiu-Jitsu, o araranguaense Marcos Giusti. A filial da Rilion Gracie em Sombrio, que iniciou as atividades nesta quarta-feira (01), conta com uma infra-estrutura de 150 m2 de tatame, dois banheiros e estacionamento próprio, e fica na Rua Vivil Kozuschovski, 630, bairro Nova Brasília, anexo à academia de boxe do Casca. As aulas acontecem todos os dias, a partir das 19h30, e são ministradas pelo Campeão Catarinense de Jiu-Jitsu Cleberson Ribeiro, aluno de Marcos Giusti. Informações fone (48) 9909-1178.


De Marcos Giusti:


FILOSOFIA DO JIU-JITSU- O jiu-jitsu tem como filosofia tornar o indivíduo mais seguro e autoconfiante, com técnicas de defesa sempre baseadas em forças de alavancas, possibilita ao praticante vencer adversários mais fortes e pesados, trazendo uma sensação de autoconfiança, o que se estende para vários setores da vida, fazendo também com que a energia do aluno seja sempre canalizada para o bem, colocando o mesmo em um ambiente saudável, onde existem fortes laços de amizade e companheirismo, logo o tirando da vida improdutiva e das drogas, problemas que atingem grande parte da juventude nos dias de hoje.

SUCESSO - Mais de 30 arremates na 2ªPraça do Leilão

Muita gente aproveitou para comprar imóveis, veículos e equipamentos diversos a preços bem abaixo do mercado

Araranguá – Dez entre dez empreendedores que fecharam negócios durante a 2ª Praça do Leilão Público, que aconteceu nesta quarta-feira (01), no auditório do Fórum de justiça de Araranguá, concordam: o leilão é uma ótima oportunidade para fechar bons negócios, e a 2ª Praça é melhor ainda, porque permite a compra a 50% do valor da avaliação.

Segundo o leiloeiro oficial, Lúcio Ubialli, foram fechados mais de 30 negócios, com arrematação de imóveis, veículos e equipamentos diversos, a preços bem abaixo do mercado. A notícia animou a Procuradora do Balneário Arroio do Silva, Fernanda Magali de Oliveira, já que os poucos imóveis que chegaram a ir ao leilão em função de dívidas públicas foram arrematados: “A maioria evitou o arremate, e acertou as dívidas”, comemora.

Os terrenos no Balneário e no Morro dos Conventos foram disputados e adquiridos. Luis Claudino DalToé, 56, comprou um lote no Morro dos Conventos por R$ 500, que estava avaliado em R$ 958. Ele conta que costuma investir em imóveis, pensando nos filhos e netos, mas que nunca tinha participado de um leilão, e que gostou.

Luis Claudino comprou um lote na praia e acha que fez um bom negócio

Também marinheiros de primeira viagem, o casal Arnaldo e Neiva Petrazzini arremataram um lote avaliado em R$ mil, no Balneário Arroio do Silva, por R$ 900, e vão presentear o filho e a nora com um terreno na praia. A mulher adorou: “Amei de paixão, achei um barato. Ao invés do bingo, agora eu só venho pro leilão”, brincou.


Arnaldo e Neiva são marinheiros de primeira viagem. Ela adorou, e vai trocar o bingo pelo leilão