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sexta-feira, 20 de julho de 2007

SEM HÓSPEDES - Casa de semiliberdade só pode receber adolescentes após estar toda equipada

Ordem partiu da SSP, que impediu vinda de três menores, marcada para ontem

Araranguá – O sistema judiciário das Comarcas de Araranguá, Sombrio, Santa Rosa e Turvo terão que esperar um pouco mais pelo início das atividades da Casa de Semiliberdade Arte e Vida. Ontem, a instituição, que aguardava a presença de três jovens infratores da região que cumpriam medidas sócio educativa no CIP – Centro de Internamento Provisório – de Criciúma, recebeu a notícia da SSP/SC – Secretaria de Segurança Pública – de que nenhum adolescente virá ocupar o espaço até que todo material doado pelo governo do Estado seja entregue para a entidade. O fogão, freezer, geladeira, veículo, computador e outros equipamentos estão em licitação, que foi contestada por empresas, e por isso, está atrasada. Segundo a coordenadora da Casa, Vera Screminn, a contestação aconteceu há mais de um mês, e por isso, ela acredita que os utensílios estarão sendo entregues até meados de agosto: “Só depois disso é que estaremos recebendo os jovens” diz.


Preparativos para boas-vindas deverão esperar um pouco mais pela chegada dos primeiros hóspedes

Mesmo assim, continua o apelo para a doação de cobertores, edredons, travesseiros, roupas de cama, e móveis de escritório. Interessados ligar para (48) 3524-4292.

Quando a Casa estiver aberta para receber os 19 adolescentes, nenhum dos três jovens infratores que viriam de Criciúma ontem para serem os primeiros hóspedes estarão no local: todos terão cumprindo os oito meses de medidas sócio educativas decretadas pelo juiz, e não deverão nada sobre o ato infracional que um dia cometeram.

INÍCIO - Casa de semiliberdade recebe hoje primeiros hóspedes

Jovens infratores cometeram delitos na Comarca, e cumpriam medidas educativas em Criciúma há oito meses

Araranguá – Hoje, os 15 integrantes da equipe da Casa de Semiliberdade Arte e Vida tem um motivo a mais para acreditar na conquista do espaço. Um não, três. O grupo espera pelos três primeiros hóspedes, jovens infratores da Comarca de Araranguá, que cumpriam medidas sócio educativas há oito meses na casa de semiliberdade em Criciúma, e que foram transferidos para terminar de cumprir a medida perto das famílias.

Esta, aliás, é a única coisa que o grupo sabe sobre os adolescentes, que ocupam as três das nove vagas ofertadas à Comarca de Araranguá: “Estamos na expectativa”, diz a educadora social Zelândia Pereira. O colega Giovani Linhares, também educador social, reforça: “Preparados para ser uma mão amiga”. Débora Pereira é uma das duas psicólogas que trabalham na Casa. Para ela, receber os primeiros hóspedes é motivo de ansiedade e alegria: “Quero começar o trabalho, atender os adolescentes e colher os resultados”, comemora.

Na próxima semana, parte das quatro vagas de Sombrio e três de Turvo devem ser preenchidas. A Comarca de Santa Rosa já anunciou que não ocupará nenhuma das três vagas neste mês.



BOAS VINDAS – Em cima de cada um dos cinco beliches espalhados por um dos quartos destinados aos adolescentes, duas lembrancinhas chamam a atenção. Segundo a coordenadora da Casa, Vera Screminn, o bombom e o marcador de livro com mensagens de auto-estima representam as boas vindas, e a certeza de que a Casa foi montada para a recuperação desses jovens, e não como um espaço para que paguem suas penas. Os jovens poderão estudar, não há muros altos nem celas: “A Casa existe como a possibilidade de uma história melhor para cada um deles, daqui pra frente”, diz.


Mesmo com tantas boas intenções, a equipe ainda enfrenta problemas: as cinco beliches são as únicas camas disponíveis. O outro quarto está vazio. Além disso, as cobertas são poucas- faltam cobertores e edredons. Eletrodomésticos – freezer, fogão, geladeira - e um veículo prometidos pelo Governo do Estado foram licitados, mas o processo atrasou, e por isso, a entidade aceita doações também desses utensílios. Há também falta de armários de escritório, embora boa parte desta mobília tenha sido doada pelo Samae de Araranguá



Cinco beliches preeenchem um dos quartos, mas há um completamente vazio. Doações são bem-vindas

Interessados em ajudar podem ir diretamente na Casa, que fica na Rua Cel Apolinário Pereira, 1074 – Vila São José, a 500 metros da ponte de arame, ou pelo fone (48) 3524-4292.

1ª PRAÇA - Único imóvel arrematado é motivo de disputa em leilão

Novo dono pagou 25% além do lance inicial. Mais vantajosa, 2ª praça acontece dia 01

Araranguá – A 1ª Praça do leilão geral que aconteceu ontem no Fórum de Justiça de Araranguá, com mais de 150 bens móveis e imóveis de devedores de Araranguá e Balneário Arroio do Silva, reuniu curiosos e interessados, mas culminou em apenas um arremate: um terreno localizado na Urussanguinha, com o lance inicial em R$ 36 mil, e que foi disputado por dois interessados, e acabou sendo arrematado por R$ 45 mil. A compradora, que não quis se identificar, disse que ficou muito satisfeita com o negócio, e que disputou a terra porque o marido mantém comércio no local, que agora terá sede própria.


Leilão atraiu a atenção, mas resultou em apenas um negócio fechado

A pouca incidência de negócios não preocupa o leiloeiro oficial Lúcio Ubialli, que diz que em leilões de 1ª Praça, os lances não podem ser inferiores ao valor atualizado do bem, enquanto na 2ª Praça, o lance mínimo corresponde a 50% do valor do bem. A procuradora da dívida ativa da prefeitura de Balneário Arroio do Silva, Fernanda Magali de Oliveira Schefer acompanhou toda a Praça, também não se surpreendeu ao ver que nenhum dos cerca de 160 imóveis inscritos em Dívida Ativa disponíveis no leilão foram negociados, e comemora a negociação de cerca de 20 proprietários que parcelaram a dívida e foram retirados da lista de devedores. Como o leiloeiro, ela afirma que a 2ª Praça do leilão representa mais uma oportunidade para os devedores renegociarem, ao mesmo tempo em que pode ser a oportunidade de um bom negócio para muitas pessoas.


Leiloeiro garante que oportunidade de bons negócios acontece na 2ª Praça, dia 01 de agosto

A ª Praça do leilão das 1ª e 2ª Varas Cíveis do Tribunal de Justiça da Comarca de Araranguá acontece dia 01 de agosto, a partir das 14h30, no Fórum de Justiça de Araranguá. Informações e consultas pelo site www.centralsuldeleiloes.com.br.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

LUTA - Nova diretoria do Sinte toma posse

Integrantes prometem continuar a luta pelos direitos da classe na região

Araranguá – Tomou posse na noite de quinta-feira (12) a nova diretoria regional do Sinte – Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Amesc, eleita após pleito realizado com 371 votantes entre nos dias 26 e 27 de junho. A chapa, formada pelos professores José Paulo Victor na coordenação geral, Norma de Fátima Barbosa na diretoria de organização, Selma Aguiar na divulgação, Eliane Screminn no financeiro, Karin Scherer em assuntos educacionais e culturais, Aurélia Lopes Gomes nos assuntos jurídicos e trabalhistas e Rodrigo de Costa Lima como diretor sindical, pretende continuar o trabalho da diretoria antecessora neste mandato, que vale pelo triênio 2007/2010. Dentre as metas, o grupo destaca a luta contra a terceira reforma da previdência e pela qualidade no ensino público estadual.

A eleição foi acirrada: a chapa venceu a segunda colocada por uma diferença de 39 votos.


Diretoria entra com todo gás para continuar a luta por uma educação pública de qualidade na região

Confira os outros membros da nova diretoria:

Suplentes:

Daniel Pizzetti

Edilane Correa Figueiredo

Zenilda Raupp Martins

Vera Lúcia Lopes Gomes

Eliete Mercedes Martins

Nilva Jacira Garcia Gabriel

Maria Aparecida Rocha Cândido (Cidinha)

Conselheiros:

Avanir Antunes Costa (Vanda)

Celso de Souza

Conselheiros Suplentes

Eliete Mercedes Martins

Maria Aparecida Rocha Cândido (Cidinha)

sexta-feira, 13 de julho de 2007

ALERTA - surda por causa da rubéola aconselha vacinação

Ela nasceu com o problema, porque mãe contraiu doença aos sete meses de gestação. Hoje é casada e tem um filhinho perfeito

ARARANGUÁ – Viver num mundo sem sons não é novidade para a professora Katiana Pescador Maragno Senhorinha, 27. Aos sete meses de gestação, a mãe dela contraiu a rubéola, provocando a surdez da filha. Se houvesse vacina naquela época, com certeza o problema não existiria, e a história de vida de Katiana seria outra.

Hoje, casada e mãe de Felipe, um ano, ela acredita que a ciência pode ajudar a minimizar muito o problema, e por isso, aconselha a todos que tomem a vacina. Professora de cinco alunos surdos com idades entre 11 e 13 anos na EEB Castro Alves, ela sabe que a surdez provinda da rubéola não é muito comum: nem os alunos, nem o marido, que também é surdo, tiveram a doença como causa.

Mesmo sabendo a origem de sua necessidade especial, ela confessa que teve medo que o filho Felipe também nascesse com a dificuldade, já que além do problema do esposo, tem na família mais duas primas que também são surdas. “Ele nasceu perfeito e é muito conversador, o único problema é que os pais não ouvem o que ele fala”, diz a avó, Maria de Lourdes Possamai Senhorinha, 52, que foi morar com o filho e a nora logo que Felipe nasceu, já que os pais não conseguiam ouvir o chorinho da criança.

Apesar da dificuldade, ela e o marido vivem bem, e estão sempre querendo aprender mais. Prova disso é a formatura em Pedagogia, marcada para agosto, e a pós-graduação, que Katiana faz com empenho, mostrando que apesar de todas a diferenças, somos todos iguais.

Casal comemora saúde do filho Felipe, que apesar da surdez dos pais, ouve e conversa perfeitamente

domingo, 8 de julho de 2007

ARTE - Jovens católicos divulgam curso de vídeo no Lagoão

Idéia de oficina gratuita ministrada na Associação de Moradores do bairro foi abraçada pelo grupo

ARARANGUÁ – Uma boa idéia, isolada, é só uma boa idéia. Mas quando ela é abraçada por pessoas dispostas a mudar o mundo, ela se transforma em oportunidades. É exatamente isso o que aconteceu quando os jovens do grupo católico do Lagoão descobriram a oferta da oficina comunitária de cinema amador do teatrólogo e professor Antônio Cazão, que deve acontecer na Associação de Moradores do bairro.

A oportunidade de conhecer a câmera, manusear o aparelho, aprender a representar no vídeo e ainda produzir um curta metragem amador com histórias do bairro, encantou os dirigentes do grupo católico, os irmãos Cleiton e Jéssica Fagundes de Mello, que além de se inscreverem na oficina, se comprometeram a ajudar na divulgação e recebem inscrições da comunidade. A oficina já está com as inscrições abertas. Nesta quinta-feira a tarde, eles estarão na sede da Associação, junto com o professor, para efetuar as matrículas, que são gratuitas, já que a oficina é patrocinada por empresas e instituições do município: “Acho muito bom que a comunidade tenha oportunidade de fazer um curso tão importante, é ótimo poder conhecer mais de cinema e teatro. Poder fazer um filme, então, é o máximo”, elogia a coordenadora. O irmão complementa: “Tenho certeza que a comunidade do Lagoão vai adorar.”.

Para o presidente da Associação de Moradores do Lagoão, Jair Anastácio, a idéia de oferecer o espaço para a oficina comunitária de cinema amador do professor Cazão é muito bem-vinda: “Nosso bairro é sempre aberto a boas notícias como essa. Estamos felizes por esta oportunidade”, disse.

Coordenadores do grupo de jovens católicos do Lagoão estão fazendo as inscrições na comunidade, e devem estar nesta quinta-feira no Centro Comunitário do bairro, junto com o professor


Endereço de contato do grupo Jovens Católicos:

Rua: Fernão dias nº 321

Lagoão

(próximo da empresa Mendes do Brasil)


quarta-feira, 4 de julho de 2007

Exemplo - Garoto encontra carteira com dinheiro e entrega na Delegacia

Ele diz que não pensou duas vezes antes de devolver o objeto. Atitude é alvo de elogios na escola

Araranguá – Quem costuma dizer que o mundo está perdido, com certeza não conhece o jovem Felipe Scarpari Pereira, 15. Nesta segunda-feira, o garoto deu uma dose de bom exemplo, após encontrar uma carteira de couro no chão da praça da Cidade Alta, e entregar imediatamente à Polícia. Detalhe: dentro da carteira, havia nada mais, nada menos que R$ 895 em dinheiro, dois talões de cheques, vários cartões de crédito, e mais dois cheques assinados, somando R$ 330.

Sem pestanejar – Felipe estava indo para a escola, quando encontrou a carteira preta, de couro. Ele diz que nem olhou o que tinha dentro, mas que pelo volume, deu para perceber que havia muitos pertences: “Botei na mochila e levei pra Delegacia”. O rapaz, que trabalha há dois meses numa empresa de chapeação e recebe apenas R$ 200 por mês afirma que em nenhum momento pensou em ficar com a carteira: “Já trabalho pra conseguir as coisas com meu suor”, conta. Alguns amigos elogiaram a atitude, outro pegaram no pé: “Eles disseram que eu deveria ficar com o dinheiro, e dividir com eles. Mas é tudo brincadeira”, afirma. Para ele, antes de tudo, a ação reflete a vontade de ser um bom cidadão: “Aprendi assim com meus pais, que sempre me ensinaram a querer apenas o que é meu”.


Felipe acredita que a atitude não é nada demais: “só fiz a minha parte”

Enquanto achava a carteira, na escola, um homem e uma mulher desesperados procuravam pela diretora, contando que tinham perdido a carteira nas imediações da escola. A diretora então foi de sala em sala, até chegar na turma do 2º ano noturno, onde estuda Felipe: “Perguntei, e na mesma hora ele disse que achou, e que levou pra delegacia. Achei o máximo”, elogia.

“Eu admirei o ato dele”. A frase da diretora da EEB Maria Garcia Pessi, Marlene de Souza Smânia, reforça a atitude de Felipe, que segundo ela, é um exemplo para todos os alunos. Estudante da escola desde o pré escolar, ela diz que o adolescente sempre foi estudioso e muito bem educado. A assistente pedagógica Karin de Bem Pereira concorda, e promete construir um painel contando a história de Felipe para instalar na parede da escola: “Queremos que todo sigam o exemplo dele. Pessoas como o Felipe fazem a gente pensar que vale a pena lutar pela educação”, diz.

Os donos da carteira foram até a escola cumprimentar Felipe pela ação, e prometeram enviar um presente. Por ele, não é necessário: “só fiz a minha parte”, finalizou.



Para a diretora e a assistente pedagógica, ação merece um painel na escola, ressaltando o exemplo de Felipe

INICIATIVA - Usuário promove abaixo-assinado para biblioteca

Mais de 500 pessoas já assinaram folhas, que pedem melhorias para biblioteca pública municipal

ARARANGUÁ – Mais de 500 usuários já assinaram o documento que pede melhorias a Biblioteca Pública Municipal Luiz Delfino. Dentre as reivindicações apontadas pelo idealizador do abaixo asinado, o estudante de Letras Andrei Valentim, 19, estão reforma do espaço, atualização do acervo e implantação da biblioteca virtual.

Segundo o projeto proposto pelo idealizador, um andar deve ser construído, para acomodação dos títulos, biblioteca virtual com pelo menor cinco computadores, uma impressora e um monitor de informática, além de mesas para pesquisa e leitura.

Carlos Maurício Monteiro, 20, foi um dos primeiros a assinar a lista, disponível na própria biblioteca. Para ele, a biblioteca possibilita o acesso à leitura, e conseqüentemente, à formação de opinião: “A idéia é ótima, um incentivo a cultura do município. Acho que todos devem assinar”, afirma.


Carlos Maurício foi um dos primeiros a apoiar a causa, assinando o documento: acesso à leitura e informação

PREFEITURA TEM PLANOS – Segundo o presidente da Fundação Cultural de Araranguá, Vânio Coral, a iniciativa do abaixo-assinado é elogiável. Ele diz que a prefeitura tem projetos para a biblioteca, e que alguns deles casam perfeitamente com os pleitos dos usuários. Ele diz que tem incrementado o acervo de três em três meses, com aquisição de cerca de 100 títulos a cada compra. Para as crianças, já existe um projeto para a biblioteca infantil e brinquedoteca, que deve ser instalada na Casa do Papai Noel: “Com isso, fica disponível mais espaço para a biblioteca pública, para aquisição de mais livros e instalação de um ou dois computadores para os usuários”, disse. Mas a proposta da Fundação vai mais longe: a idéia é implantar uma nova biblioteca, com espaço todo dedicado á leitura. O local, porém, ainda não foi definido: “Se tiraremos a biblioteca da praça ou não, ainda não sabemos. Pretendemos ouvir a opinião dos araranguaenses”.

Mesmo assim, as novas propostas para a biblioteca devem ainda esperar um pouco mais: além da reforma do Centro Cultural, em fase de finalização, a prefeitura deve investir na construção do museu e arquivo histórico municipal, projeto de 350 m2 que deve ser levantado na área do antigo Campo de Aviação: “Estamos lutando pela cultura da cidade. Com a participação de todos, esta luta passa a ter ainda mais sentido”, finalizou.

Vânio Coral diz que pretende realizar o sonho de oferecer uma biblioteca pública completa à população, mas diz que tem outras prioridades imediatas.

PRESERVAÇÃO - Consulta Pública discute rebaixamento das águas na Lagoa do Caverá

Comunidade participou de reunião que discutiu relatório da Epagri, que denuncia situação crítica da lagoa

ARARANGUÁ – A comunidade da Lagoa do Caverá participou na tarde deste sábado da consulta pública para discutir o grave problema do rebaixamento das águas da lagoa, problema apontado há 20 anos, e que ainda carece de uma solução.

Na ocasião, foi apresentado pela Câmara Temática do Meio Ambiente do Fórum de Desenvolvimento do Extremo Sul Catarinense - FDESC - o relatório da Epagri, feito entre os dias 14 e 19 de junho, que mostra que o nível da água sofreu um rebaixamento de 10 cm durante o período de cinco dias. O valor corresponde a um milhão de metros cúbicos a cada mil hectares, numa vazão de 4,75 metros cúbicos por segundo, situação considerada crítica pelos técnicos. A pesquisa, feita por régua, aconteceu na propriedade do agricultor Jeancarlo Serafim Roque, e foi assinada pelos engenheiros agrônomos Luiz Leme (PMA), Christianne Belinzoni de Carvalho (Microbacias 2) e Nelson Fidelis (Fatma).

Segundo o relatório, o rebaixamento é acima do normal, e a situação piora em função dos materiais erosíveis existentes na foz, formada por areia e material orgânico, que agravam o problema. Por isso, é necessário que se tomem medidas urgentes: “Sugerimos um abarramento provisório, até que se faça um estudo mais abrangente”, disse o Presidente do Micro Bacias 2 de Araranguá, José Gonçalves Elias.


Membros da Câmara Temática expuseram a situação emergencial da Lagoa, apontada em estudo recente da Epagri

Para o Presidente da Comissão do Meio Ambiente da Câmara de Vereadores, Geraldo Mendes, o estudo mostra que é necessário unir forças com outros comitês de preservação do meio ambiente, para buscar soluções: “O processo de inclusão da Lagoa do Caverá nas medidas compensatórias da duplicação da BR 101 está atrasado, mas deve acontecer, sob pena de perdermos a lagoa”, disse.

Já o representante da PMA e diretor do Samae, Ernani Palma Ribeiro, alerta: “Na Austrália, a água que se toma é produto da água do esgoto tratada. Nos EUA, mais de 2 mil pessoas morrem todos os anos em função do consumo de água. Estamos mais próximos disso que pensamos, e temos urgência em salvar nossos mananciais”.

Para o coordenador da Câmara Temática, o presidente da Ong Sócios da Natureza Tadeu Santos, é possível reverter a situação com inteligência e a implantação da indústria sem chaminés: “Temos que garantir a inclusão da Lagoa na proposta de transformação em Unidades de Conservação da Amesc, para garantir a preservação como potencial eco-turístico, além de habilita-la a receber recursos das medidas compensatórias da duplicação”.

A comunidade defende a implantação, e tem interesse em transformar o local em um espaço para o eco-turismo: “Estamos cansados de debates, queremos soluções. Vendo a lagoa secar, seca também um pouco da alma de cada um de nós”, finalizou o membro da Associação de Moradores, Rogério Alves.

Além da Lagoa do Caverá, a Câmara Temática do Meio Ambiente do Fórum de Desenvolvimento do Extremo Sul Catarinense – FDESC e a Amesc promoveram consultas públicas no Encruzo, em São João do Sul, nesta quinta-feira, e em Sombrio, na última sexta-feira. A próxima consulta deve acontecer nesta quarta-feira, no Balneário Arroio do Silva.


terça-feira, 3 de julho de 2007

COISAS DA VIDA - Feliz coincidência

Casal com nomes iguais se conheceu na maturidade e ganhou uma bela filha




ARROIO DO SILVA – Para um homem, se chamar Abigail pode parecer estranho. Para Abigail de Oliveira, 62, o seu Bega, o nome não causa grandes problemas, apenas algumas pequenas confusões, como quando foi casar, pela primeira vez, há mais de 25 anos: “O padre disse que não ia casar duas pessoas do mesmo sexo, aí foi que a gente viu que na minha Certidão de Nascimento dizia que meu sexo era feminino”. O documento foi consertado, o casamento saiu, e ele foi pai de três filhos, até que ficou sozinho. Ativo, ele foi juiz de futebol, funcionário de loja, vendedor e até dono da lanchonete da rodoviária.

Se um homem chamado Abigail já é complicado (mesmo que ele nem ache tanto assim), imagina um casal de Abigails. Pois assim mesmo é a vida de seu Bega: há sete anos, ele costumava ouvir um programa de rádio nos sábados pela manhã, até que um dia ouviu uma tal de Abigail pedir uma música: “Fiquei surpreso, porque nunca conheci alguém com esse nome. Mulher, então. Quis saber se era jeitosinha”.

Há alguns quilômetros do Balneário, em Criciúma, Abigail Peruchi, 52, tricotava com ela mesma: “Como será esse homem que tem o nome igual ao meu?”. Dona Bega – este também é o apelido dela – estava separada do marido, com quem teria sido casada por 25 anos e também teve três filhos. Assim como seu homônimo, ela nunca conheceu ninguém com um nome igual ao seu. Não contou tempo: ligou para a rádio, e pediu para o apresentador, J Nunes, o telefone do xará. Depois de um tempo, resolveu ligar: “Foi estranho, porque ele é conhecido, e eu morei no Arroio. Ele passava na frente da minha casa todos os dias, mas eu nunca tinha visto”. Combinou por telefone uma visita. Um dia foi, pensando que ele estaria na lanchonete da rodoviária: “Quando desci, estava a funcionária. Fui em direção a casa dele três vezes, e na terceira só não voltei, porque ele acabou me chamando. Nunca mais nos separamos”, lembra. Namoraram um mês por telefone, depois, começaram a se ver todos os fins de semana: “Ela deixava peças de roupas lá em casa, e aí eu vi: estava casado”, brinca.


Bruna nasceu pouco tempo após o início do romance, mas prefere que os amiguinhos não saibam da coincidência

Hoje, o casal, que mantém um mercado no Balneário, está junto há sete anos, e tem uma filha, fruto da gravidez aos 45 anos, algum tempo depois que começaram a namorar: “A Bruna é nossa razão de viver”, dizem. Para eles, ter o mesmo nome pode até causar alguma confusão, mas eles se divertem: “Ás vezes ligam pra falar com Abigail, e mesmo sabendo que é ela, eu atendo, e vice-versa. Só pra brincar”. Ela acrescenta: “Mas às vezes isso incomoda. Hoje, eu aprendi: resolvo um monte de coisas por ele só por ter o mesmo nome”.

Para a filha, não deixa de ser estranho o pai e a mãe terem o mesmo nome: “Na escola, só a Tia Joyce sabe. Eu, heim?”, diz.

Como nenhum dos dois se chama pelo nome e têm o mesmo apelido, eles resolveram o problema: “Eu chamo ele de Bill, e ele me chama de Amor, e assim a gente vai vivendo”, finalizou.


segunda-feira, 18 de junho de 2007

CONCURSO PÚBLICO - Edital sai até quarta-feira

CONCURSO PÚBLICO


Edital sai até dia 20 de junho


Secretário afirma que serão no mínimo 122 vagas para diversas áreas, com contratação imediata

ARARANGUÁ – A Unisul – Universidade do Sul de Santa Catarina será a responsável pela organização do concurso público da prefeitura municipal de Araranguá, que deve preencher pelo menos 122 vagas em diversas áreas e níveis de escolaridade. Ela concorreu com a Univale e a Unesc e venceu a concorrência, com o lance de R$ 77,5 mil. A elaboração das provas ficará a cargo da Faepesul - Fundação de Apoio á Educação, Pesquisa e Extensão da UNISUL.


Segundo o Secretário de Administração e Finanças, Daniel Viriato Afonso, o edital contendo as regras para a disputa das 122 vagas com admissão imediata será publicado até esta quarta-feira (20).

SEMI LIBERDADE - Casa precisa de equipamentos antes da inauguração

SEMI LIBERDADE

Casa precisa de equipamentos antes da inauguração

Equipe ainda não sabe quem serão os 16 jovens que habitarão o novo lar. Doações podem ser entregues na Casa



Semi-liberdade vai funcionar na casa

centenária do Padre A. Luiz Dias.

ARARANGUÁ – Há apenas alguns dias da inauguração, a equipe coordenada pela assistente social Vera Screminn, que deve trabalhar na Casa de Semiliberdade Arte e Vida, está ansiosa: há mais de seis meses, eles vêm se preparando para receber os 16 adolescentes infratores que devem ocupar a casa a partir de 1º de julho. A inauguração, prevista para dia 29 de junho e aguardando a confirmação de presença do governador do Estado Luiz Henrique da Silveira, é o resultado de muito trabalho, e assinala também a importância de acreditar nos sonhos e superar desafios.

QUEM SÃO? – Perguntas sobre os menores circulam nas cabeças dos integrantes da equipe: Quem são? Como serão? O trabalho – todos sabem – não será fácil. Segundo a coordenadora, a equipe apenas sabe que das vagas, seis irão para a Comarca de Araranguá, três para Santa Rosa, três para Turvo, e quatro para Sombrio. Caso necessário, mais duas vagas serão abertas para Araranguá: “Não sabemos como eles são, mas sabemos que faremos o possível para traze-los de volta”, diz.

COLABORAÇÃO - Screminn diz que até agora, todos os envolvidos na criação da casa estão cumprindo suas partes: “Temos convênio com o Estado, que garante R$ 24 mil, o que cobre a folha e outras despesas. Garantimos que o atendimento psiquiátrico fica por conta dos municípios de origem, que Araranguá garante a medicação de uso contínuo, o atendimento médico geral e a odontologia e que a medicação controlada, exames e especialidades ficam sob responsabilidade da cidade onde vivia o adolescente”, explica. Também está garantido o direito à educação: “Fechamos com o Ceja cursos abertos à comunidade, e nossos jovens participarão. A idéia é inseri-los na comunidade”, disse. Ela diz que até agora, recebeu apoio de todos os municípios, principalmente Araranguá, mas que até agora nenhum convênio ainda foi assinado: “Mesmo porque ainda não discutimos isso”. Da parte do governo, falta ainda receber os computadores, internet, telefone, veículo e gasolina.


Membros da equipe estão ansiosos para começar os trabalhos com os menores

FALTA MOBÍLIA – Na casa enorme onde um dia viveu o Padre Antônio Luiz Dias, o pé direito alto e o tamanho dos cômodos mostram que a casa tem história, mas que também faltam móveis para abrigar os jovens que estão por vir. Segundo a coordenadora, faltam quatro escrivaninhas, quatro arquivos, quatro mesas e cadeiras para computadores, vários armários de duas portas para as salas, cadeiras de escritório e outras mobílias. Também não há utensílios na cozinha: panelas, pratos, xícaras, talheres, panos de prato, roupas de cama. Segundo a equipe, a doação de objetos e móveis, mesmo usados, é bem-vinda: “Estamos sempre aqui, e podemos receber as doações”, convida Vera. A Casa fica na rua Cel. Apolinário Pereira, 1074, a 500 metros da ponte pênsil. Informações pelo fone (48) 9918-5419

COOPERAR - Nove anos reciclando em Araranguá

COOPERATIVA

Cooperar: nove anos reciclando em Araranguá


ARARANGUÁ – “Eu nunca pensei que trabalhar com lixo fosse tão bom. Hoje, estou aqui”. A frase do morador do Lagoão Émerson Silva, 27, mostra a animação de homens e mulheres que participam da Cooperar – Cooperativa de Trabalho e Produção dos Recicladores de Araranguá, que funciona no bairro, e hoje é a única cooperativa ecicladora na cidade. Assim como Émerson, os 25 cooperados têm razão para comemorar: nascida da discussão sobre trabalho da campanha da Fraternidade de 1999, a Cooperar tem conquistado espaços e garantindo a ascensão no mercado.


AVANÇOS – Segundo o presidente da entidade, Valdelir Cesconetto, o Dé, a busca por alternativas de trabalho e renda promovida pelo grupo católico acabou agregando idéias e parcerias. Com o apoio da Associação de Moradores do Lagoão, que tinha também um projeto de reciclagem, foi criado o projeto Reciclar, coordenado pela Ong Cecrea – Centro de Criação de Renda e Emprego de Araranguá, que inaugurou o centro de triagem da cooperativa, num galpão de 30m2 doado por um morador, e com poucos equipamentos, e organizou a comunidade para a seleção e coleta de lixo reciclável. Em 2005, e já podendo andar com as próprias pernas, o grupo de cooperados se desligou do Cecrea e fundou a Cooperar.

Hoje, a cooperativa conta com 600 m2 de área construída, em terreno próprio de três mil m2. Além do crescimento físico, a cooperativa investiu R$ 92 mil em equipamentos. Com a ajuda da Fundação do Banco do Brasil e outros parceiros, a Cooperar acaba de adquirir duas novas prensas, esteira de triagem, esteira elevatória, um fragmentador e um novo caminhão para a coleta. Nos primeiros tempos, o lixo reciclado era coletado por uma carroça puxada por um cavalo.

CONSCIENTIZAÇÃO – Na cooperativa, a palavra-chave é mesmo a cooperação. Todo o material reciclável (papel seco, plásticos, metais e vidros) é recolhido pelo caminhão nas comunidades de Lagoão e Divinéia, além de algumas escolas e órgãos públicos, todas as quartas e quintas-feiras. Mais de mil famílias colaboram com o projeto, separando o lixo reciclável.

Na cooperativa, os cooperados separam e selecionam o lixo, que têm valores diferenciados, segundo o tipo. O alumínio custa em média R$ 3 o quilo, enquanto o papelão sai por R$ 0,23 e o plástico, R$ 0,80 o quilo. Hoje, a Cooperar comercializa uma média de 15 mil quilos por mês, para empresas que usam a matéria prima para a elaboração de produtos em Araranguá, Criciúma e toda a região.

Émerson e José vêem a cooperativa como uma oportunidade de trabalho e também de colaboração com o meio ambiente.


TRABALHO – Numa esteira rolante por onde passam os materiais recolhidos na rua, os cooperados Émerson e José Ademir Rocha, 43, selecionam o lixo que será comercializado. Eles se dizem contentes com a coperativa, que percebem que ela está crescendo, e que o crescimento dela refletirá no bolso deles. Como cooperados, eles têm direitos iguais nos lucros mensais da empresa. Hoje, eles ganham em média R$ 450 por mês, mas sabem que o salário deve crescer: “Nós queremos trazer os catadores de lixo pra trabalhar com a gente, e ter mais produção e oportunidade para todos”, explica o Presidente da entidade. Ele diz que em Araranguá, 70 famílias vivem hoje da coleta de lixo. O próximo passo é ampliar o projeto, e incluir essas famílias no trabalho da cooperativa.

Garoto do lixão - Jornal Correio do Sul faz série de reportagens para saber a história de Júlio César da Silva Santos, 16, que diz que morou no lixão


Garoto do lixão é acompanhado pelo CT desde os oito anos

Entidade diz que situação do rapaz sempre foi difícil, mas que ele nunca deixou de receber o apoio necessário

ARROIO DO SILVA – Na segunda-feira (11), o Jornal Correio do Sul trouxe como manchete a incrível história do garoto que morava no lixão do Arroio, Júlio César da Silva Santos, 16 (CS, 2.687, p.3). A reportagem sensibilizou muita gente e trouxe polêmica. A pedido dos cinco Conselheiros Tutelares do Balneário, Patrícia Machado Santos, presidente, 34, Claudete Lupin, 47, Luiz Carlos da Silva Martins, 39, Bernadete Francisco da Costa, 51, e Leide Machado Fernandes, 46, e da assessora do departamento de Assistência Social do município, Michele Victor Daufenbach, o Correio do Sul buscou investigar melhor a história, e vai mostrá-la numa série de reportagens. Confira agora a versão do Conselho Tutelar e da Assistência Social:




Desde os oito anos – Numa das salas da unidade de saúde ao lado do ginásio de esportes, os Conselheiros e a assessora mostraram uma pilha de documentos. Entre os papéis, a ficha de Júlio da primeira visita do CT à casa da família, em 27/01/99. As anotações mostram que o menino de oito anos estudava na 1ª série da EEB Apolônio Ireno Cardoso. Tinha piolhos, e a higiene era razoável: “A situação dele sempre foi crítica. A mãe era alcoólatra, e o padrasto também. Ele e os dois irmãos viviam sem eira nem beira, no meio da rua”, conta Bernadete, há 3,5 anos no Conselho. Moradora do Arroio há 20 anos, ela conhece o drama de Júlio há muito tempo, e diz que nunca faltou para o rapaz o apoio necessário: “O Conselho Tutelar e a Assistência Social sempre apoiaram este menino. O problema é que ele não pára em lugar nenhum”, lamenta.



Casa – Com a morte da mãe, em junho de 2005, rejeitado pela família e sem ninguém para obedecer, o menino largou a escola e passou a viver do que catava no lixo. Também pedia nas casas, cortando grama em troca de um prato de comida. Júlio possui todos os documentos: Certidão de Nascimento, Carteira de Identidade, CPF, Carteira de Trabalho, todos tirados pelos CT do Arroio do Silva e Timbé do Sul, onde também morou. Júlio sabe que tem um pai, Martins Genuíno Marcelo, com quem morou por um tempo, em Morro da Fumaça, e que descobriu em 2003. Não ficou por lá também. Depois de idas e vindas, ele voltou ao Arroio em setembro do ano passado. Em novembro, os Conselheiros e a assessora conseguiram para o rapaz uma moradia provisória, na sede da Ong, que estava invadida. Colocaram telhas, consertaram o espaço, deram roupas de cama, botijão de gás, colchão, utensílios domésticos e roupas para o menino usar. Também deram R$ 100 mensais em cestas básicas. No Natal, fizeram uma festa para ele, e deram presentes: “Eu me lembro, foi legal. Não nego que o Conselho Tutelar tenha me apoiado. Eles me conhecem mesmo há muito tempo”, confirma o rapaz, que admite também: “Eu abandonei tudo lá pra morar no lixão”. Segundo o rapaz, ele saiu do lugar porque estava tendo problemas com uma vizinha.




Família não quer – As relações com a família de Júlio – uma avó materna, tios e um irmão maior de idade e casado – não facilitam a solução do problema do menor. Segundo os CT e a assessora, o Ministério Público conhece a situação há pelo menos dez anos, e não toma providências: “Algum membro da família deveria ficar com o rapaz, mas ninguém quer, e o MP não oferece solução”, reclamam. A casa provisória na ong também era um problema: “Recebemos muitas denúncias dos vizinhos sobre ajuntamento de pessoas. Também soubemos que ele distribuía a comida da cesta básica. Era muita responsabilidade manter o menor sozinho na casa, mas o mantivemos lá, esperando a solução da Justiça. Pouco tempo depois, ele abandonou o local”, conta a conselheira Leide Machado Fernandes, 46, que mora perto da ong invadida, e diz que nos quatro meses que o rapaz morou lá o visitava praticamente todos os dias. Em fevereiro de 2007, o CT e a assistência social enviaram o relatório para o MP sobre a situação do rapaz, mas até agora não receberam resposta.




Júlio também não quer morar com a família: “Prefiro morar no lixão”, diz o rapaz, que está alojado provisoriamente na edícula da casa da moradora do Balneário, Vidercina do Passo Padilha, a Vida. Ela encontrou o rapaz quando vivia no lixão com os pés cheios de bichos e o levou para casa, há dois meses. Para ele, a ajuda representa uma oportunidade que ele não quer largar: “Agora quero um emprego, voltar a estudar. Tudo o que quero é ajeitar minha vida”, finalizou o rapaz.


Conselheiros mostram papelada de Júlio, e reclamam da demora de uma solução por parte do Ministério Público



*Matéria publicada, com alterações, no Jornal Correio do Sul de 18/06/2007

sexta-feira, 15 de junho de 2007

PEDÁGIO - Apae de Maracajá promove neste sábado

Pedágio da Apae será realizado neste sábado
15/06/2007

A APAE-Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Maracajá realiza neste próximo sábado dia 16/6/2007, das 8 às 14 horas, o Pedágio da APAE na Avenida Nossa Senhora da Conceição, na qual será entregue aos colaboradores um adesivo da campanha que é organizada pela RBS/TV para todas as APAEs do estado.

A Escola Especial que é mantida pela Associação e tem parcerias com Governo Estadual e Prefeitura Municipal de Maracajá, iniciou seus trabalhos no último dia 4 de junho e já está atendendo 30 alunos portadores de deficiência.

Outra campanha já agendada da APAE será uma visita a todas as casas do município pedindo uma colaboração através de débito da conta de energia. O mutirão de visitas iniciará no dia 23/6, nas comunidades de Cedro e Garajuva.

A APAE busca através destas campanhas angariar fundos para manter o bom trabalho realizado pela Escola.

Fonte: Elisete Bilézimo - Secretaria de Educação da PM de Maracajá