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terça-feira, 7 de agosto de 2007

INCENTIVO - Alunos de seis escolas municipais participam de torneio de xadrez


Iniciativa faz parte do projeto Esporte na Escola, e hoje reúne alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental

Araranguá – Cerca de 60 alunos de seis escolas municipais de Araranguá participaram, ontem do primeiro torneio do ano de xadrez, dentro do Projeto Esporte na Escola. A competição, destinada aos alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, reuniu duas equipes masculinas e duas femininas das EBM’s Jardim das Avenidas, Nova Divinéia, Otávio Manoel Anastácio, João Matias, Santa Bárbara e Almerindo Luz para o torneio, que aconteceu na tarde de ontem, no auditório da EBM João Matias.

Hoje, no mesmo local, acontece o torneio entre os alunos do 6° ao 9º ano, e o mesmo número de competidores é esperado.

BOM PRA CABEÇA – A prática do xadrez tem sido coqueluche nas escolas. Os benefícios são muitos: “A modalidade é toda em cima do raciocínio, o aluno precisa ter paciência, atenção e ao mesmo tempo, formular estratégias”, define o coordenador do Esporte na Escola, Professor Paulo Luiz Dias, que diz que as rodadas são feitas dentro do sistema Schuring, ou de emparteiramento. Para os competidores, isso quer dizer persistência, já que não se sagram campeões em apenas uma jogada.

Ketlin Francine Teixeira, 8, do 3º ano, foi uma das pré-selecionadas da ERM Santa Bárbara, e participou do torneio pela primeira vez. Para ela, que teve que jogar duas das cinco rodadas, “o xadrez é bom, porque ensina a gente”. Para ela, a iniciativa da prefeitura é muito importante: “O esporte ajuda a gente a pensar melhor e aprender mais rápido”, elogia.

Ketlin (centro) e as amigas vieram da ERM Santa Bárbara para participar do torneio

Páreo duro foi o jogo entre os alunos do 4º ano Wellington Mascarelo, 10, da EBM Almerindo Cruz e Hiandy de Lima Espíndola, 9, da Santa Bárbara. Os dois empataram duas vezes na disputa, e lutavam com paciência tentando vencer oponente. Marinheiro de primeira viagem, Hiandy diz que gostou do nível da competição, e diz que gosta do esporte, porque força a mente e não é violento.Mais experiente – Wellington já competiu no ano passado – o adversário diz que além de tudo, o xadrez revela talentos: “É um ótimo esporte para a escola”, elogia. Apesar do confronto, os dois tem uma idéia em comum: ambos querem a medalha de primeiro lugar, e prometeram brigar por ela.


Wellington e Hiandy competem em busca da medalha

Esporte na Escola – Segundo o coordenador, o projeto parte da presença do esporte em todas as escolas municipais. Aos alunos, são oferecidas várias modalidades, mas a presença não é obrigatória. Além do xadrez, são disponíveis o voleibol, handebol, tênis, futsal e dança, além de outras específicas a algumas escolas, como o Tae Kwon Do. Assim como nos demais esportes, que também já tem datas para as competições, os vencedores do xadrez recebem medalhas, e as escolas vencedoras receberão troféus, no encerramento, marcado para 30 de novembro.


Coordenador do projeto acredita que município acertou ao investir no Esporte na Escola

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

ÁGUA - Presidente do Rotary lança desafio no Bazar Ambial

Aluno que dedicar as férias para trazer trabalho mais bonito ganha prêmios incríveis

Araranguá – Na última sexta-feira, o presidente do Rotary Clube de Araranguá, José Adilson Cândido, teve uma tarefa muito especial: repassar aos alunos da EEB Isabel Flores Hubbe, no bairro Alto Feliz, a mensagem do cuidado com o uso da água, no último dia de aula. Ele foi convidado pelo Bazar Ambial, que na escola é coordenado pela pedagoga Lilhane Hack, e trouxe a palestra “Rotary: água, consciência e a importância do uso do dicionário”.

Depois de falar sobre a importância do uso racional da água e da ampliação do vocabulário através da busca das palavras no dicionário, o palestrante lançou um grande desafio para os alunos: a confecção de um trabalho, tendo como tema o uso racional da água. Segundo Cândido, a idéia é reunir uma Comissão de membros do Rotary, que escolherão o melhor trabalho. O escolhido ganha uma viagem turística com acompanhante, um dicionário e material escolar completo por um ano letivo, pagos pelo Rotary Clube de Araranguá.

Os alunos adoraram o desafio, a acham que vale a pena aproveitar o recesso escolar, que vai até dia 30 de julho, na confecção dos materiais: “Vou caprichar”, promete a aluna da 3ª série, Daniela Custódio. Matheus da Silva, da 4ª série, ficou empolgado: “Vou usar materiais reciclados”, garante.

Para a coordenadora do projeto, a presença do palestrante e o concurso lançado pelo Rotary reforça o ideal de inclusão que envolve o Ambial na escola: “Apesar do Bazar fazer parte do Ambial, todos devem participar, porque a escola Ambial parte do conceito de inclusão, solidariedade e cidadania”. Além dos que participam diretamente do projeto, os encontros do Bazar Ambial são abertos aos alunos, funcionários e também a toda comunidade.


sexta-feira, 20 de julho de 2007

RECESSO - Vale está de férias

Em todas as escolas, recesso vai até dia 30. Educação Infantil e Peti permanecem abertos


REGIÃO – Durante toda a semana, os municípios do Vale acompanharam a entrada do recesso escolar de julho na maioria das escolas públicas, particulares e também na APAE. Hoje, a EEB Isabel Flores Hubbe, no bairro Alto Feliz, em Araranguá, será uma das últimas escolas da rede estadual a entrar em recesso, e fecha as atividades com o Bazar Ambial e a gincana escolar, que traz palestrantes e atividades durante todo o dia. Como na maioria das escolas, as aulas retornam dia 30 de julho.

Na rede municipal de Araranguá, três mil alunos das dez escolas estão em recesso desde segunda-feira (16), e devem permanecer até dia 30. Segundo a coordenadora pedagógica do ensino fundamental, Eliane Fermo, o período será aproveitado para o descanso dos professores, que este ano, já freqüentam permanentemente a formação continuada: “Agora é hora de carregar as baterias pra voltar com todo gás” estimula.




Coordenadora diz que ordem é descansar para recarregar bateria


Como na maioria dos municípios, os 13 Centro de Educação Infantil de Araranguá estarão trabalhando normalmente, mas a presença da criança não é obrigatória. Em todos municípios onde funciona, o PETI – Programa de Erradicação do Trabalho Infantil – também estará atendendo normalmente.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

ENTREVISTA - Na luta pela qualidade na educação

Araranguá – Vinte anos como professor de educação física deram ao coordenador regional do Sinte/SC – Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado, José Paulo Victor, a resistência na luta e a permanente necessidade de tentar cada vez mais e melhor. Por três anos, o professor da EEB Maria Garcia Pessi estará à frente de um dos sindicatos mais ferrenhos na luta por mais e respeito e qualidade aos profissionais da classe. Confira as idéias do novo coordenador sobre a educação pública estadual na região nesta entrevista ao Jornal Correio do Sul:

CS – Quais são as metas para este mandato?

JPV – Em nível de luta pelo magistério, queremos incorporar o segundo abono de R$ 100 prometido, mas não cumprido pelo governo, a equiparação do vale alimentação ao da Udesc, e torná-lo mensal (o nosso é diário), também o plano de saúde para os ACT’s, o combate à precariedade das escolas e a luta contra a terceira reforma da previdência.

CS – Por que a terceira reforma? Onde ela afeta os professores?

JPV – Veja bem, o serviço público já foi atingido nas duas primeiras reformas, como por exemplo, a perda do direito à aposentadoria especial, que era de 55 anos para homens e 50 para mulheres, hoje é de cinco anos a mais para os dois. Também queremos que não seja mantido o limite de idade para a aposentadoria, mas o de contribuição no Inss, aos moldes do pessoal da SSP (Secretaria de Segurança Pública). Temos que manter a política de avanço na qualidade da educação, e o salário e aposentadoria dos professores faz parte dessa melhoria urgente e necessária.

CS – E a questão da intervenção do Estado dentro das escolas?

JPV – Essa é outra questão importante: queremos que a LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educação seja cumprida, com eleições diretas para diretores das escolas do Estado. Este modelo é previsto, e todas as escolas já deveriam ter se adequado no ano passado. Mas o que faz o governo? Impõe um diretor nomeado, mesmo após a derrota nas urnas, como aconteceu no Instituto Estadual de Educação no ano passado. Achamos que o caminho é a eleição direta para diretor, porque isso desvincula a necessidade da política clientelista, que interfere na qualidade e precarização dos serviços nas escolas.

Coordenador regional do Sinte/SC diz que interferência do Estado prejudica educação, e defende eleição direta para diretores

CS – Mas as escolas parecem bem. A EEB Castro Alves, por exemplo, foi totalmente reformada...

JPV – O Castro Alves é uma exceção, não a regra. A maior parte das escolas está depredada, sem material didático e de expediente... Elas sobrevivem, a maioria, com a renda ou aluguel das cantinas, do ginásio de esportes e nas festas organizadas pela escola. A verdade é que as políticas públicas não são cumpridas pelo Estado, conforme determinam leis, como o Fundeb, onde o bolo é mesmo, mas há mais escolas para repartir a verba. As metas não são cumpridas, e para piorar, grande parte do dinheiro que deveria ser investido na educação acaba indo para outras aplicações. Nossa luta é para que o governo aplique na educação o que é destinado para ela.