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sexta-feira, 3 de agosto de 2007

ÁGUA - Presidente do Rotary lança desafio no Bazar Ambial

Aluno que dedicar as férias para trazer trabalho mais bonito ganha prêmios incríveis

Araranguá – Na última sexta-feira, o presidente do Rotary Clube de Araranguá, José Adilson Cândido, teve uma tarefa muito especial: repassar aos alunos da EEB Isabel Flores Hubbe, no bairro Alto Feliz, a mensagem do cuidado com o uso da água, no último dia de aula. Ele foi convidado pelo Bazar Ambial, que na escola é coordenado pela pedagoga Lilhane Hack, e trouxe a palestra “Rotary: água, consciência e a importância do uso do dicionário”.

Depois de falar sobre a importância do uso racional da água e da ampliação do vocabulário através da busca das palavras no dicionário, o palestrante lançou um grande desafio para os alunos: a confecção de um trabalho, tendo como tema o uso racional da água. Segundo Cândido, a idéia é reunir uma Comissão de membros do Rotary, que escolherão o melhor trabalho. O escolhido ganha uma viagem turística com acompanhante, um dicionário e material escolar completo por um ano letivo, pagos pelo Rotary Clube de Araranguá.

Os alunos adoraram o desafio, a acham que vale a pena aproveitar o recesso escolar, que vai até dia 30 de julho, na confecção dos materiais: “Vou caprichar”, promete a aluna da 3ª série, Daniela Custódio. Matheus da Silva, da 4ª série, ficou empolgado: “Vou usar materiais reciclados”, garante.

Para a coordenadora do projeto, a presença do palestrante e o concurso lançado pelo Rotary reforça o ideal de inclusão que envolve o Ambial na escola: “Apesar do Bazar fazer parte do Ambial, todos devem participar, porque a escola Ambial parte do conceito de inclusão, solidariedade e cidadania”. Além dos que participam diretamente do projeto, os encontros do Bazar Ambial são abertos aos alunos, funcionários e também a toda comunidade.


quarta-feira, 4 de julho de 2007

PRESERVAÇÃO - Consulta Pública discute rebaixamento das águas na Lagoa do Caverá

Comunidade participou de reunião que discutiu relatório da Epagri, que denuncia situação crítica da lagoa

ARARANGUÁ – A comunidade da Lagoa do Caverá participou na tarde deste sábado da consulta pública para discutir o grave problema do rebaixamento das águas da lagoa, problema apontado há 20 anos, e que ainda carece de uma solução.

Na ocasião, foi apresentado pela Câmara Temática do Meio Ambiente do Fórum de Desenvolvimento do Extremo Sul Catarinense - FDESC - o relatório da Epagri, feito entre os dias 14 e 19 de junho, que mostra que o nível da água sofreu um rebaixamento de 10 cm durante o período de cinco dias. O valor corresponde a um milhão de metros cúbicos a cada mil hectares, numa vazão de 4,75 metros cúbicos por segundo, situação considerada crítica pelos técnicos. A pesquisa, feita por régua, aconteceu na propriedade do agricultor Jeancarlo Serafim Roque, e foi assinada pelos engenheiros agrônomos Luiz Leme (PMA), Christianne Belinzoni de Carvalho (Microbacias 2) e Nelson Fidelis (Fatma).

Segundo o relatório, o rebaixamento é acima do normal, e a situação piora em função dos materiais erosíveis existentes na foz, formada por areia e material orgânico, que agravam o problema. Por isso, é necessário que se tomem medidas urgentes: “Sugerimos um abarramento provisório, até que se faça um estudo mais abrangente”, disse o Presidente do Micro Bacias 2 de Araranguá, José Gonçalves Elias.


Membros da Câmara Temática expuseram a situação emergencial da Lagoa, apontada em estudo recente da Epagri

Para o Presidente da Comissão do Meio Ambiente da Câmara de Vereadores, Geraldo Mendes, o estudo mostra que é necessário unir forças com outros comitês de preservação do meio ambiente, para buscar soluções: “O processo de inclusão da Lagoa do Caverá nas medidas compensatórias da duplicação da BR 101 está atrasado, mas deve acontecer, sob pena de perdermos a lagoa”, disse.

Já o representante da PMA e diretor do Samae, Ernani Palma Ribeiro, alerta: “Na Austrália, a água que se toma é produto da água do esgoto tratada. Nos EUA, mais de 2 mil pessoas morrem todos os anos em função do consumo de água. Estamos mais próximos disso que pensamos, e temos urgência em salvar nossos mananciais”.

Para o coordenador da Câmara Temática, o presidente da Ong Sócios da Natureza Tadeu Santos, é possível reverter a situação com inteligência e a implantação da indústria sem chaminés: “Temos que garantir a inclusão da Lagoa na proposta de transformação em Unidades de Conservação da Amesc, para garantir a preservação como potencial eco-turístico, além de habilita-la a receber recursos das medidas compensatórias da duplicação”.

A comunidade defende a implantação, e tem interesse em transformar o local em um espaço para o eco-turismo: “Estamos cansados de debates, queremos soluções. Vendo a lagoa secar, seca também um pouco da alma de cada um de nós”, finalizou o membro da Associação de Moradores, Rogério Alves.

Além da Lagoa do Caverá, a Câmara Temática do Meio Ambiente do Fórum de Desenvolvimento do Extremo Sul Catarinense – FDESC e a Amesc promoveram consultas públicas no Encruzo, em São João do Sul, nesta quinta-feira, e em Sombrio, na última sexta-feira. A próxima consulta deve acontecer nesta quarta-feira, no Balneário Arroio do Silva.