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sexta-feira, 20 de julho de 2007

SEM HÓSPEDES - Casa de semiliberdade só pode receber adolescentes após estar toda equipada

Ordem partiu da SSP, que impediu vinda de três menores, marcada para ontem

Araranguá – O sistema judiciário das Comarcas de Araranguá, Sombrio, Santa Rosa e Turvo terão que esperar um pouco mais pelo início das atividades da Casa de Semiliberdade Arte e Vida. Ontem, a instituição, que aguardava a presença de três jovens infratores da região que cumpriam medidas sócio educativa no CIP – Centro de Internamento Provisório – de Criciúma, recebeu a notícia da SSP/SC – Secretaria de Segurança Pública – de que nenhum adolescente virá ocupar o espaço até que todo material doado pelo governo do Estado seja entregue para a entidade. O fogão, freezer, geladeira, veículo, computador e outros equipamentos estão em licitação, que foi contestada por empresas, e por isso, está atrasada. Segundo a coordenadora da Casa, Vera Screminn, a contestação aconteceu há mais de um mês, e por isso, ela acredita que os utensílios estarão sendo entregues até meados de agosto: “Só depois disso é que estaremos recebendo os jovens” diz.


Preparativos para boas-vindas deverão esperar um pouco mais pela chegada dos primeiros hóspedes

Mesmo assim, continua o apelo para a doação de cobertores, edredons, travesseiros, roupas de cama, e móveis de escritório. Interessados ligar para (48) 3524-4292.

Quando a Casa estiver aberta para receber os 19 adolescentes, nenhum dos três jovens infratores que viriam de Criciúma ontem para serem os primeiros hóspedes estarão no local: todos terão cumprindo os oito meses de medidas sócio educativas decretadas pelo juiz, e não deverão nada sobre o ato infracional que um dia cometeram.

INÍCIO - Casa de semiliberdade recebe hoje primeiros hóspedes

Jovens infratores cometeram delitos na Comarca, e cumpriam medidas educativas em Criciúma há oito meses

Araranguá – Hoje, os 15 integrantes da equipe da Casa de Semiliberdade Arte e Vida tem um motivo a mais para acreditar na conquista do espaço. Um não, três. O grupo espera pelos três primeiros hóspedes, jovens infratores da Comarca de Araranguá, que cumpriam medidas sócio educativas há oito meses na casa de semiliberdade em Criciúma, e que foram transferidos para terminar de cumprir a medida perto das famílias.

Esta, aliás, é a única coisa que o grupo sabe sobre os adolescentes, que ocupam as três das nove vagas ofertadas à Comarca de Araranguá: “Estamos na expectativa”, diz a educadora social Zelândia Pereira. O colega Giovani Linhares, também educador social, reforça: “Preparados para ser uma mão amiga”. Débora Pereira é uma das duas psicólogas que trabalham na Casa. Para ela, receber os primeiros hóspedes é motivo de ansiedade e alegria: “Quero começar o trabalho, atender os adolescentes e colher os resultados”, comemora.

Na próxima semana, parte das quatro vagas de Sombrio e três de Turvo devem ser preenchidas. A Comarca de Santa Rosa já anunciou que não ocupará nenhuma das três vagas neste mês.



BOAS VINDAS – Em cima de cada um dos cinco beliches espalhados por um dos quartos destinados aos adolescentes, duas lembrancinhas chamam a atenção. Segundo a coordenadora da Casa, Vera Screminn, o bombom e o marcador de livro com mensagens de auto-estima representam as boas vindas, e a certeza de que a Casa foi montada para a recuperação desses jovens, e não como um espaço para que paguem suas penas. Os jovens poderão estudar, não há muros altos nem celas: “A Casa existe como a possibilidade de uma história melhor para cada um deles, daqui pra frente”, diz.


Mesmo com tantas boas intenções, a equipe ainda enfrenta problemas: as cinco beliches são as únicas camas disponíveis. O outro quarto está vazio. Além disso, as cobertas são poucas- faltam cobertores e edredons. Eletrodomésticos – freezer, fogão, geladeira - e um veículo prometidos pelo Governo do Estado foram licitados, mas o processo atrasou, e por isso, a entidade aceita doações também desses utensílios. Há também falta de armários de escritório, embora boa parte desta mobília tenha sido doada pelo Samae de Araranguá



Cinco beliches preeenchem um dos quartos, mas há um completamente vazio. Doações são bem-vindas

Interessados em ajudar podem ir diretamente na Casa, que fica na Rua Cel Apolinário Pereira, 1074 – Vila São José, a 500 metros da ponte de arame, ou pelo fone (48) 3524-4292.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

SEMI LIBERDADE - Casa precisa de equipamentos antes da inauguração

SEMI LIBERDADE

Casa precisa de equipamentos antes da inauguração

Equipe ainda não sabe quem serão os 16 jovens que habitarão o novo lar. Doações podem ser entregues na Casa



Semi-liberdade vai funcionar na casa

centenária do Padre A. Luiz Dias.

ARARANGUÁ – Há apenas alguns dias da inauguração, a equipe coordenada pela assistente social Vera Screminn, que deve trabalhar na Casa de Semiliberdade Arte e Vida, está ansiosa: há mais de seis meses, eles vêm se preparando para receber os 16 adolescentes infratores que devem ocupar a casa a partir de 1º de julho. A inauguração, prevista para dia 29 de junho e aguardando a confirmação de presença do governador do Estado Luiz Henrique da Silveira, é o resultado de muito trabalho, e assinala também a importância de acreditar nos sonhos e superar desafios.

QUEM SÃO? – Perguntas sobre os menores circulam nas cabeças dos integrantes da equipe: Quem são? Como serão? O trabalho – todos sabem – não será fácil. Segundo a coordenadora, a equipe apenas sabe que das vagas, seis irão para a Comarca de Araranguá, três para Santa Rosa, três para Turvo, e quatro para Sombrio. Caso necessário, mais duas vagas serão abertas para Araranguá: “Não sabemos como eles são, mas sabemos que faremos o possível para traze-los de volta”, diz.

COLABORAÇÃO - Screminn diz que até agora, todos os envolvidos na criação da casa estão cumprindo suas partes: “Temos convênio com o Estado, que garante R$ 24 mil, o que cobre a folha e outras despesas. Garantimos que o atendimento psiquiátrico fica por conta dos municípios de origem, que Araranguá garante a medicação de uso contínuo, o atendimento médico geral e a odontologia e que a medicação controlada, exames e especialidades ficam sob responsabilidade da cidade onde vivia o adolescente”, explica. Também está garantido o direito à educação: “Fechamos com o Ceja cursos abertos à comunidade, e nossos jovens participarão. A idéia é inseri-los na comunidade”, disse. Ela diz que até agora, recebeu apoio de todos os municípios, principalmente Araranguá, mas que até agora nenhum convênio ainda foi assinado: “Mesmo porque ainda não discutimos isso”. Da parte do governo, falta ainda receber os computadores, internet, telefone, veículo e gasolina.


Membros da equipe estão ansiosos para começar os trabalhos com os menores

FALTA MOBÍLIA – Na casa enorme onde um dia viveu o Padre Antônio Luiz Dias, o pé direito alto e o tamanho dos cômodos mostram que a casa tem história, mas que também faltam móveis para abrigar os jovens que estão por vir. Segundo a coordenadora, faltam quatro escrivaninhas, quatro arquivos, quatro mesas e cadeiras para computadores, vários armários de duas portas para as salas, cadeiras de escritório e outras mobílias. Também não há utensílios na cozinha: panelas, pratos, xícaras, talheres, panos de prato, roupas de cama. Segundo a equipe, a doação de objetos e móveis, mesmo usados, é bem-vinda: “Estamos sempre aqui, e podemos receber as doações”, convida Vera. A Casa fica na rua Cel. Apolinário Pereira, 1074, a 500 metros da ponte pênsil. Informações pelo fone (48) 9918-5419