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quinta-feira, 9 de agosto de 2007

CRACK - Corpo encontrado no rio foi identificado, rapaz também era usuário de drogas

Para a Polícia, apesar da inexistência de marcas de violência, duas vítimas inauguram nova forma de execução em Araranguá

Araranguá – O corpo de Ejoelte Plácido da Silva, o Gaspar, 41 anos, foi identificado pela família ontem pela manhã, no IML de Araranguá. Ele foi encontrado na tarde desta terça-feira, 07, boiando no rio Araranguá, próximo à ponte da Barranca. Assim como Fabrício Penna Rocha, 29, também encontrado no Rio, no domingo, Gaspar era usuário de drogas e teve várias passagens pela Polícia. Apesar da perícia apontar que nenhum dos corpos teria marcas de violência ou perfurações de bala, a Polícia quer saber as circunstâncias dos dois afogamentos, já que são muitas as coincidências: “Parece que inauguraram uma nova forma de execução em Araranguá”, disse o Delegado Jorge Giraldi, que coordena as investigações.

Segundo o delegado, além das semelhanças nas duas vítimas – ambos eram usuários de crack, estavam desempregados e possivelmente possuíam dívidas com o tráfico – é muito improvável que as mortes tenham ocorrido porque os dois teriam tido simultaneamente a idéia de ir ao rio: “Primeiro, porque é inverno, e segundo, porque por mais que se pense na possibilidade de suicídio, é muito improvável que os dois tenham realizado o ato no mesmo momento”, disse, confirmando a versão de que os corpos teriam morrido no mesmo espaço de tempo. Apesar disso, a Polícia não pode afirmar que as mortes tenham sido induzidas: “Precisamos investigar”, disse o delegado.

BIBLIOTECA – Há pelo menos 15 anos, Gaspar é conhecido da Polícia, com diversas passagens por furto, receptação e uso de drogas. Há cerca de dois meses, ele foi preso em flagrante após ter furtado a biblioteca pública municipal Luiz Delfino, na Praça Hercílio Luz, local onde ele costumava passar os dias e as noites, sempre em companhia de menores de idade.

A notícia da morte dele surpreendeu a bibliotecária Fabiana Daniel, que confirma o furto, dizendo que o rapaz teria levado uma impressora, microfone, caixas de som, rádio relógio, controle da TV: “Ele não levou a TV porque não deu tempo, e contou com a ajuda de alguém, que escondeu os produtos do roubo num mato aqui perto”, diz a bibliotecária. Ela confirma que muitas vezes viu o homem na praça: “Estava sempre aqui, com os menores”, disse.

Uma outra testemunha, que não quis se identificar, disse que Gaspar costumava aliciar menores para o tráfico de drogas. Ela contou que há cerca de uma semana, o homem teria dito para ela e uma amiga que esperava receber um dinheiro, já que tinha dívidas a pagar. A testemunha não confirmou que as dívidas eram de drogas: “Isso ele não disse, mas a gente acredita que seja, já que ele estava sempre alcoolizado e era conhecido por todos como usuário”, disse. Pintor e construtor, o vício não permitia que o “Guri” - como alguns o chamavam pelo hábito de andar com menores – conseguisse trabalho.

Corpo fechado – Outra testemunha contou que na última vez que ele foi preso, dizia que não ficaria detido muito tempo. Parente de policiais, ele achava que tinha o corpo fechado: “Costumava dizer que não tinha medo, porque era amigo de muitos policiais, e que a Polícia tinha medo dele”. De uma forma ou de outra, acabou perdendo para o vício.

A reportagem do Jornal Correio do Sul procurou também por amigos e parentes do morto, mas ninguém foi encontrado. Ele teria sido casado, e tinha uma filha, mas estava separado há muito tempo, e a Polícia não sabe o paradeiro da ex mulher. Também não foi possível encontrar a casa onde morava, já que ele mudava constantemente de endereço. A última residência teria sido no Balneário Arroio do Silva, mas há algum tempo ele não vivia mais lá.


MAIS UM - Outro corpo é encontrado boiando no Rio Araranguá

Cadáver de homem estava em avançado estado de decomposição, e foi retirado a 20 metros da cabeceira da Ponte da Barranca. Este é o segundo corpo retirado do rio nesta semana


Araranguá – Pela segunda vez nesta semana, as Polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e o IML foram acionados para retirar um corpo do Rio Araranguá. Segundo o comandante da operação, Sargento Lincoln, por volta das 15h30 de ontem, foi recebida a ligação anônima de uma mulher, que acionou o 190 informando que teria visto um corpo se arrastando pela correnteza no sentido sul-norte, até se prender em plantas aquáticas dentro do rio, há cerca de 20 metros da Ponte da Barranca, local de onde ela teria avistado a cena bizarra.

Os homens do Corpo de Bombeiros tiveram dificuldades para retirar o corpo de um homem, em adiantado estado de decomposição, de dentro do rio. Segundo o perito do IML, Roberto Omano, não havia como determinar a idade nem há quanto tempo o homem estaria morto, nem se havia marcas de violência ou perfuração de balas no momento da retirada do corpo do homem, que vestia calça jeans preta, cinto beje e uma blusa de moleton marrom : “Precisamos avaliar”, disse.

Corpo foi avistado por uma mulher, que ligou para o 190. Ela viu quando o cadáver se arrastava pela correnteza, da ponte da Barranca

A cena atraiu dezenas de curiosos, como as moradores da Barranca Mery Sagaz, 41 e Ana Maria Nazário, 66. Mery, diz que durante os 16 anos que mora no bairro, só testemunhou a retirada do corpo de um suicida antes do dia de ontem, mas confirma a fama do local: “Volta e meia aparece um corpo por aqui”, afirma. Apesar de morar na Barranca há apenas um ano, Ana Maria concorda: “A fama é sempre essa, a desova é aqui”.

Neste domingo, um outro corpo foi retirado de dentro do rio, há menos de 100 metros do local. O morto foi identificado como Fabrício Penna Rocha, 29, pela mulher, que reconheceu o marido pelas vestes que usava.

preta, cinto beje e uma camisa marrom : “Precisamos avaliar”, disse.


Bombeiros tiveram dificuldades para retirar corpo da água, e precisaram rebocá-lo até a margem

A cena atraiu dezenas de curiosos, como as moradores da Barranca Mery Sagaz, 41 e Ana Maria Nazário, 66. Mery, diz que durante os 16 anos que mora no bairro, só testemunhou a retirada do corpo de um suicida antes do dia de ontem, mas confirma a fama do local: “Volta e meia aparece um corpo por aqui”, afirma. Apesar de morar na Barranca há apenas um ano, Ana Maria concorda: “A fama é sempre essa, a desova é aqui”.

Neste domingo, um outro corpo foi retirado de dentro do rio, há menos de 100 metros do local. O morto foi identificado como Fabrício Penna Rocha, 29, pela mulher, que reconheceu o marido pelas vestes que usava.



VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - Duas mulheres, duas histórias de perdão e arrependimento

Maria Aparecida Fagundes e V.C.J perdoaram os ex maridos violentos, e voltaram a ser vítimas de agressão

Araranguá – “A Lei Maria da Penha veio para ajudar a resolver o problema da violência doméstica, mas as vítimas também têm que fazer a sua parte”. A afirmação é do coordenador da Central de Polícia, Delegado Jorge Giraldi, que diz observar que a maioria das vítimas acabam reatando o relacionamento com os agressores, o que geralmente resulta em novas agressões. Há um ano da implantação da nova Lei , o número der denúncias aumentaram, assim como também a reincidência e desobediência às medidas protetivas de urgência impostas pela Justiça.

Exemplos não faltam: ontem, dois casos foram parar na Delegacia, resultando em duas prisões por violência doméstica. Em ambos os casos, os agressores eram reincidentes, e desrespeitaram as Medidas Protetivas impostas pelo juiz, com a colaboração das mulheres, que aceitaram os agressores de volta para casa.

AMEAÇA DE MORTE – Na madrugada de ontem, a auxiliar de ensino VCJ, 24, passou por maus bocados nas mãos do ex marido, o professor Jéferson Josefino Peres, 27, de quem estava separada há cerca de dois meses. Ela teria vivido com o pai das duas filhas – de seis e quatro anos – por sete anos, e em função da violência doméstica, acabou se separando em 2005. Depois de sete meses de separação – tempo suficiente para a moça comprar um automóvel – eles voltaram, e acabaram se separando de novo, também por causa da violência. Nas Medidas Protetivas, o homem teve que sair de casa e foi proibido de se aproximar dela em 500 metros. Mesmo assim, ela cedeu o veículo para ele, além de não ter retirado a chave da casa das mãos do ex.

Na madrugada de ontem, após voltar de um jantar, perto das 2h30min, a mulher percebeu que o homem andava circulando na vizinhança, no bairro Lagoão. Ao entrar em casa, ela percebeu que os objetos estavam fora do lugar, e que da bolsa, que estava no guarda-roupa, foram retirados R$ 20 e documentos pessoais. Ficou possessa e ligou para o ex. Ele foi até a casa dela, e ali inferno da mulher começou.

Eram cerca de 03h30min, quando o casal começou a discutir. Dentro da casa, o homem ameaçou a mulher de morte, e dizia que também iria se matar. Com ciúmes, queria saber onde ela estava, com quem, e como voltou para casa. Também quebrou o aparelho celular da mulher, a obrigou a ficar só de calcinha, mas não tentou forçar a relação sexual. A mulher tem marcas de mordidas espalhadas pelo corpo, e diz que ele tentou asfixia-la com um travesseiro por várias vezes. Enciumado, ele espalhou álcool pelas cortinas e cômodos da residência, dizendo que ia mata-la e morrer junto com ela. Ele se preparava para riscar o fósforo, quando ela conseguiu fugir por uma janela, mas o agressor correu em seu encalço, e acabou trazendo-a para dentro de casa Na fuga, a mulher conseguiu gritar por socorro, e os vizinhos chamaram a Polícia, que teve muito trabalho para convencer o rapaz, que ameaçava cortar o pescoço da mulher com uma faca. A Polícia teve que arrombar a porta para prender o homem violento. Na Central de Polícia, ele dizia que não tinha feito nada, e acabou fugindo. A Polícia encontrou o homem no forro da casa da ex, reconduzindo a Central de Polícia, para onde foi encaminhado ao Presídio Regional de Araranguá.

CORTADO EM PEDAÇOS – Para a mulher que conviveu por seis anos com o catador de papel Tiago da Rocha Rocha, 22, a moradora da Divinéia Maria Aparecida Fagundes, 30, esta é apenas mais uma história triste na vida difícil: “Meu coração ta cortado em pedaços”, lamenta.


Cida diz que tem o coração em pedaços, e que desta vez, não volta mais para o marido


Na visão do delegado, a permanência no convívio com o agressor é um problema crônico. Para ele, a vítima de violência não deve acreditar nas palavras de perdão e promessas de mudanças dos agressores, já que a prática mostra uma realidade muito diferente: “A recaída acontece na maioria das vezes, quando a primeira recaída, a primeira fofoca, são suficientes para que a agressão ocorra novamente. A decisão precisa ser radical”, finaliza.

Ela estava na cozinha da casa na manhã de ontem, quando o marido disse alguma coisa e ela respondeu com irritação. Como resposta, ele começou a ameaçar a mulher de morte, até jogar um copo na direção dela, acertando na orelha direita, provocando um corte profundo. Antes mesmo de ir ao hospital para fazer um curativo, ela se dirigiu a Central de Polícia, para registrar a ocorrência. O caminho é velho conhecido.

Nada disso teria que acontecer: em dezembro do ano passado, Cida, como é conhecida, cansada das violências do marido, procurou a Delegacia. O resultado foi uma série de medidas protetivas, que segundo a mulher, o homem nunca cumpriu: “Ele se enfiou em casa com ameaça, dizia que ia me matar, eu e o meu pai”. A mulher mora na casa com o filho e o pai de 63 anos, que tem paralisia no lado esquerdo do corpo, ocasionada por um AVC – Acidente Vascular Cerebral. Dentro de casa, o homem continuava a ameaçar, mas não batia mais na mulher, até ontem.

A mulher diz que ela e o pai são como reféns na casa onde vivem: além dos problemas com o marido, Cida convive também com as ações do filho, o menor AF, 13, conhecido da Polícia pela prática de furtos na cidade. Apesar dos flagrantes da Polícia, o garoto continua em atividade: “Quando desaparece alguma coisa lá na minha região, os vizinhos já mandam lá pra casa”, lamenta. Os problemas afligem a mulher, que diz que tem vontade de morrer: “È muito fardo”, chora.

“Não quero mais” – Nas duas histórias, as mulheres afirmam que não querem mais os companheiros. Cida ficou satisfeita com a prisão do marido, diz que quer se separar, e que não volta mais. Ela diz que se arrepende de ter dado mais uma chance: “Fui errada”, confessa. E promete que a primeira providência será procurar o advogado e oficializar a separação: “Acabou o tempo da escravidão”, disse.

Na visão do delegado, a permanência no convívio com o agressor é um problema crônico. Para ele, a vítima de violência não deve acreditar nas palavras de perdão e promessas de mudanças dos agressores, já que a prática mostra uma realidade muito diferente: “A recaída acontece na maioria das vezes, quando a primeira recaída, a primeira fofoca, são suficientes para que a agressão ocorra novamente. A decisão precisa ser radical”, finaliza.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - Preso homem que tinha mais de dez BO’s feitos pela ex mulher

Delegado Jorge Giraldi cumpriu mandado de prisão preventiva pela primeira vez desde a vigência da Maria da Penha


Araranguá – Um mês depois do desabado da serviços gerais Daiane Vieira Patrício, 25, publicada no Jornal Correio do Sul, que conta ter feito mais de dez Boletins de Ocorrência contra o ex marido, o pintor Jean Robson de Freitas, 32, sem resultados, a moça pode respirar aliviada: cumprindo a ordem de prisão preventiva requerida pela delegada Elaine Viegas e decretada pelo juiz Julio César Ferreira de Melo, a equipe comandada pelo delegado Jorge Giraldi prendeu, na tarde de ontem, o ex marido inconveniente.


Jean negou as acusações, e disse que só queria falar com a filha, mas admitiu riscar o carro do suposto namorado da ex

Na Delegacia, Jean negou as acusações de Diane, dizendo que a mulher registrava as ocorrências nas vezes em que apenas tentou se aproximar da filha do casal, de cinco anos. Ele diz que estava ciente das duas medidas protetivas que impediam a aproximação da ex em 200 metros, e que nunca descumpriu as ordens: “Agora vou pagar por algo que não fiz”, disse. Ele não soube explicar a presença de testemunhas nos BO’s, e apesar de negar que segue e incomoda a ex mulher, confessou que riscou o carro de um suposto namorado dela, em março deste ano. Ele também admitiu que ainda não acertou a pensão da criança e as visitas, e diz que contratou um advogado para regularizar a situação. Apesar disso, diz que ajuda a filha: “Cansei de mandar leite, e até botava dinheiro no buraco do muro pra tia dela pegar, porque elas não falam comigo”, lamenta. Daiane, que ganha um salário mínimo por mês e mora com a tia, rebate: “Uma vez ele deu R$ 100, e me obrigou a assinar um recibo”, afirma.


Delegado Jorge Giraldi (e) diz que liberdade deve demorar

PRIMEIRA PREVENTIVA – Desta vez, Jean vai passar um bom tempo na cadeia. A afirmação é do delegado Jorge Giraldi, que conta que o rapaz teria sido preso pela Maria da Penha (violência doméstica) por duas vezes. Na primeira vez, em outubro de 2006 – ele foi um dos primeiros a sentir o peso da nova Lei – pagou fiança. Na segunda, ficou preso sete dias, e novamente a fiança foi paga. Nesta terceira vez, a situação é diferente: pela primeira vez desde a vigência da Lei, é expedida uma ordem de prisão preventiva na Comarca. Nesta modalidade, não há o pagamento de fiança, até determinação contrária do Juiz. Jean aguarda no Presídio e foi denunciado por ameaça, com o agravante de prevalecimento das relações domésticas, perturbação da tranqüilidade e desobediência de ordem judicial. A reportagem do Jornal Correio do Sul procurou por Daiane em casa e no trabalho, mas ela não foi encontrada para falar sobre a prisão do ex marido.

ESTELIONATÁRIO - Menor dos cartões está no CIP de Blumenau


Internação preventiva ocorreu por furtos ocorridos no ano passado, e não por causa dos cartões. Medida deve durar três meses

Arararanguá – A Polícia Civil de Araranguá cumpriu na noite desta quarta-feira (18) o mandado de busca e apreensão em desfavor do adolescente BTS, 15, o “menor dos cartões”. Ele ficou conhecido no mês passado pela prática de estelionato feito com correspondências que usava para pedir cartões de crédito e adicionais, além do uso de cartões de crédito de terceiros, sem autorização.

O menor, que foi mandado para o CIP – Centro de Internamento Provisório – de Blumenau deve permanecer no local, cumprindo medidas sócio-educativas por três meses, segundo ordem do Juiz da Infância e Juventude, Julio César Ferreira de Melo.

Apesar de não haver nenhuma dúvida sobre a participação do menor nos estelionatos, este não é o motivo da internação. Segundo os delegados Jorge Giraldi (CP) e Eliane Viegas (1º DP), a ordem de busca teria sido expedida em função de furtos de motocicleta e bicicleta ocorridos no ano passado, bem como a existência de duas medidas sócio-educativas impostas pelo juiz que nunca foram obedecidas pelo adolescente.

INQUÉRITO CAMINHA – A internação de BTS foi comemorada pela Delegada Elaine Viegas, que trabalha com o caso dos cartões. Ela diz que ainda não terminou o inquérito, já que todos os dias aparecem novidades no caso. Ontem, ela teve acesso a mais onze correspondências de administradoras de cartões de crédito, a maioria destinadas ao menor. Alguns documentos tinham como destinatário o pai do menor, morto há cerca de três meses. A situação é preocupante: “Além de continuar praticando o ato após a abertura do inquérito, o B ainda usou o nome do pai”, lamenta. Na semana passada, um carteiro foi até a delegacia para denunciar o menor, que segundo ele, o abordava com violência na rua exigindo correspondências. Ela diz que a internação representa um alívio: “Ele fica fora de circulação, e dá alívio pra gente organizar o inquérito, que tem muito material e muitas vítimas”, diz.

Quanto às investigações, a delegada diz que a maioria dos envolvidos já prestou depoimento, e que há suspeitas de que o rapaz não agiu sozinho: “Muita gente sabia da bronca dele, e temos certeza também de que muitos ganharam com isso”, finalizou.

Dois fogem do Presídio Regional

Eles aproveitaram tranqüilidade do alojamento da cozinha para cavar um buraco na porta e pular o muro

Araranguá – A tranqüilidade da noite de domingo (29) foi prato cheio para os detentos Ezequias Trisch da Silva, 20, e José Roberto Morais Francisco, 24. No alojamento da cozinha, eles fizeram um buraco na porta de madeira do lugar, colocaram um banco junto ao muro e pularam sem ser vistos. Logo que soube da fuga, a diretora do Presídio, Bárbara Santos de Souza acionou as Polícias Civil e Militar, que estão fazendo buscas na região. Até o fechamento desta edição, nenhum dos fugitivos foi localizado.

Ezequias mora na Cohab, em Araranguá, e estava na regalia



Jo
sé Roberto sairia da prisão em poucas semanas, e mora no Arroio


INFANTICÍDIO - Mulher que matou bebê permanece alienada


Mãe diz que tentou buscar internamento, mas não conseguiu vaga para a filha. Caso está nas mãos do MP

Araranguá – Quatro meses após o fato, permanece em estado de confusão mental a jovem Jaciara Amália Marques, 19, que matou o bebê logo após o parto no banheiro da casa de uma prima, na Coloninha, no dia 27 de março.

Segundo a mãe, a moça continua alienada da situação, não admitindo a gravidez, nem o crime cometido contra o bebê, uma menina, que segundo o laudo assinado pelos médicos peritos David da Silva Vaz e Roberto Omano, nasceu em perfeitas condições, e que teria como causa mortis o traumatismo crânio-encefálico.

A mãe de Jaciara não quis falar com a reportagem do Jornal Correio do Sul, mas em telefonema feito pelo coordenador da Central de Polícia, Delegado Jorge Giraldi, admitiu que a moça permanece em casa, apesar da situação: “Não conseguimos vaga para a internação”, lamentou. Para ela, a filha infanticida precisaria da internação, para poder recuperar a sanidade, e não estar em casa, no Balneário Arroio do Silva, sem atendimento.

Segundo o Delegado, a situação de Jaciara é muito delicada. Prova disso é que apesar de ser presa em flagrante, a moça só conseguiu prestar depoimento no dia 23 de abril, quase um mês após o ocorrido. Na ocasião, ela disse que não saber que estava grávida, e que a menstruação estaria vindo normalmente. Por causa disso, ela acreditava que tivesse um mioma. A moça conta que chegou a fazer um exame de sangue, mas que não pegou o resultado. Do dia da tragédia, ela lembra apenas que estava sentada no sofá quando pediu para ir ao banheiro, já que sentia muitas dores. Após urinar, notou que havia sangue. Depois, só lembra de ter pego uma toalha e dos Bombeiros batendo na porta: “Me tiraram dali, e eu vi uma correria, mas ninguém dizia o que estava acontecendo”, conta. Ela lembra que foi na Delegacia e no hospital, e que só soube que teria matado o próprio bebê, registrada como Maria de Fátima Marques, no dia do depoimento.

O inquérito policial do caso foi entregue à Promotoria Pública no dia 15 de maio. Até agora, o MP não denunciou o caso. O crime de infanticídio é previsto no Art. 123 do CP, e é considerado homicídio privilegiado, já que a mãe comete o ato em estado puerperal. Por causa dessas características, a pena vai de dois a seis anos, enquanto no homicídio comum a pena pode ir de seis a 30 anos.

PELA TV - Monitoramento flagra adolescente pescando na vitrine da loja


Menor foi prestar depoimento na Delegacia, e assumiu dois furtos. Pai quer punição

Araranguá – Dizem que pescar é bom, porque acalma os nervos. Para o adolescente BRJ, 17, morador do Jardim das Avenidas, a arte ensinada pelo pai teve outra função: com uma linha de pesca e um anzol, ele pescava roupas expostas nas vitrines de lojas do centro da cidade. Ao invés de peixes, o que chegava na ponta do anzol eram peças do vestiário e alguns utensílios, como duas bolsas, “pescadas” no domingo numa das lojas do Calçadão.

A brincadeira até passaria despercebida, não fosse o proprietário de outra loja, AI, 30, também no Calçadão, ter instalado uma câmera de monitoramento, que acabou filmando o menor em ação, enquanto “fisgava” duas calças jeans. Dias antes, a mesma loja amargou o prejuízo com a pescaria de um moletom adulto e uma jaqueta jeans.

Flagrado, o menor foi levado à Delegacia para prestar depoimento, e confessou a autoria de dois furtos. O pai, Nivaldo Pereira, 57, estava indignado: “Criei quatro filhos, e só esse me incomoda”, diz. Ele conta que o menino mora com ele, mas não quer saber de estudar nem trabalhar. Diz também que não sabia dos furtos do filho, mas desconfiava que tinha algo errado: “Um guri nessa idade não querer nada com nada, alguma coisa tem”. Para ele, a Justiça precisa punir o menor, assim como ele mesmo promete trabalhar na recuperação do filho: “Comigo não tem essa de passar a mão na cabeça. Vou recuperar ele, trancar dentro de casa, fazer alguma coisa pra que isso não continue assim”, diz, desesperado. Ao ver o pai dando a entrevista para a reportagem do Jornal Correio do Sul, o rapaz ria, falava do crime como algo sem importância e não quis dar nenhuma versão para o fato. O pai apela: “Quero que meu filho seja honesto e correto como os outros que tenho, e vou conseguir isso, nem que pra isso tenha que manter ele sob vigilância 24 horas”, finalizou.

PENITENCIÁRIA SUL - Governo ignora embargo e anuncia retomada da obra

Araranguá – Dez meses após a paralisação das obras da Penitenciária Sul, um investimentro de R$ 15 milhões, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa do Cidadão informa que os trabalhos foram retomados nesta semana, e anuncia a inauguração para dezembro desse ano.

A unidade prisional, que tem capacidade para 352 presidiários, está com 80% das obras concluídas, e retoma a polêmica com o reinício, já que duas ações tramitam na Justiça pedindo o embargo da obra. Segundo a advogada Albertina Rosso, que defende a ação civil pública proposta pela ONG Sócios da Natureza, a Justiça desconsiderou o pedido de embargo da entidade, já que o Ministério Público teria feito o mesmo pedido, que foi validado pelo Tribunal de Contas do Estado, no fim do ano passado, mas que ainda não foi analisado pela Justiça. Ela promete continuar na luta pelo embargo da obra construída na comunidade, que defende pertencer a Araranguá, e não a Criciúma, como alega o governo do Estado.

O promotor Leonardo Todeschini, da 1ª Promotoria, diz que a Liminar que pede a paralisação da obra e recuperação ambiental da área foi reiterada pelo MP, após as análises da resposta do Estado. Para ele, a área pertence a Araranguá, mas a localização geográfica não é o mais importante: “É necessário avaliar o impacto ambiental da região, não importa se em Araranguá ou Criciúma”, diz. Ele conta que há dez dias, entregou a ação ao juiz Ricardo Machado de Andrade, que está avaliando o pedido. Caso seja negativo, o promotor diz que é possível o insistir na Liminar através de recurso encaminhado ao Tribunal de Justiça.

Polícia - Curtas


Furto na empresa

Araranguá – O escritório da Pagé, na Rodovia BR 101, Km 414, foi vítima de furto com arrombamento. Segundo o engenheiro GRK, 28, que registrou a ocorrência na Central de Polícia de Araranguá, ladrões arrombaram uma porta da empresa e retiraram do interior do escritório uma central de computador CPU, com processador Core 2 DVO, memória RAM 4 G, HD Satã, placa de vídeo e gabinete. A polícia investiga.

Cansado

Araranguá – O aposentado MJD, 82, não aguenta mais as fugidinhas do morador do bairro Lagoão AFF, 26, onde ele também vive. Segundo relato do idoso, o rapaz andou entrando na casa dele, e furtou R$ 25 em dinheiro e alguns anéis. O pior é que a vítima não sabe mais o que fazer, já que o larápio costuma sempre invadir a casa do homem para cometer pequenos furtos. A Polícia promete acabar com a brincadeira do vizinho indesejável.

DESESPERO - Mãe quer saber quem matou o filho, e pede Justiça

Ela conta que fez de tudo para que filho abandonasse o vício e tivesse uma vida melhor, e diz que ninguém merece morrer assim

Araranguá – “Quero saber quem fez isso com meu filho, e quero que a pessoa pague pelo que fez. Ninguém merece morrer assim”. O desabafo é da mãe de cinco filhos Maria Célia Réus Teixeira, 50, que enterrou na manhã de ontem o filho Fernando, assassinado com três tiros no Morro da Cruz, na noite de sábado.

A dor da mulher se confunde com a luta que ela e a família – nenhum dos outros filhos se envolveu com crimes ou drogas - travaram contra o vício do crack, que atraiu o membro da família, e que o levou a furtar, há cerca de um ano: “Levamos para a internação, ele fugiu. Fiz das tripas o coração para tirar ele do vício, dava conselho: era o mesmo que não dizer”, lamenta a mulher, que diz que após sair da prisão, há cerca de um mês, pela Lei Maria da Penha (violência doméstica), o filho estava melhorando, e trabalhando de pedreiro: “Tão trabalhador, tão carinhoso, meu Deus”. A irmã do patrão, Paula Girardi, 25, confirma: “Ele era um bom funcionário, muito responsável”, garante.

FILHOS - Apesar de separados há um ano, a ex mulher, Aline Alves, 21, garante que ele era um bom pai para os dois filhos – um menino de três anos e uma menina de um ano e meio – e um bom marido: “Não ficamos juntos porque não deu certo, mas ele era uma boa pessoa”, afirma. Aline conta que o rapaz relaxou com as crianças após a separação, e que tiveram problemas, mas que ele nunca bateu nela nem foi agressivo: “Ele até visitava as crianças”. Ela diz que os filhos sabem que o pai morreu: “Eles foram ao enterro, mas não entra na cabecinha deles uma coisa dessas”, lamenta. Além dos filhos com Aline, Fernando deixou um menino de cinco anos, de outro relacionamento.

ASSASSINO – Dona Ceia sabe que não há suspeitos, mas apela para a equipe do delegado Jorge Giraldi, que investiga o crime: “Espero que vocês encontrem quem fez isso com meu filho”. Ela diz que tudo o que quer é saber quem fez isso e o por que, e ver o assassino na cadeia: “Ele matou meu filho e tem que pagar, para que entenda a dor que eu to sentindo agora”.


Dona Céia não se conforma, e pede à Polícia que encontre o assassino do filho


NASCIMENTO – Enquanto Fernando morria no alto do Morro, na maternidade do Hospital Regional de Araranguá, nascia uma linda menina, de parto normal. Ela é filha de uma das primas de Fernando, que soube da morte do rapaz somente após o parto. Ela chorou muito ao saber da notícia, já que gostava muito do primo. Como homenagem, ela deu à criança nascida no dia da morte do primo querido o nome de Fernanda.

(Obs: Que nome bonito! heheheh)

HOMICÍDIO - Jovem é assassinado com três tiros no Morro da Cruz

Polícia suspeita que algum dos comparsas pode ser autor. Vítima era envolvido com furtos e viciado em drogas

Araranguá – Um lugar macabro, um crime, nenhuma pista ou testemunha. Este é o cenário que a Polícia Civil de Araranguá tem para descobrir quem foi o autor da morte do jovem Fernando Réus Teixeira, 25, o Dentinho, assassinado com dois tiros na cabeça e um no pescoço por volta das 22h30 deste sábado, no Morro da Cruz. A vítima é conhecida da Polícia, e foi preso por duas vezes por furto. Há um mês, teria saído do Presídio Regional de Araranguá, onde ficou por 21 dias enquadrado na Lei Maria da Penha.

Para o coordenador da Central de Polícia de Araranguá, Delegado Jorge Giraldi, o autor do crime pode estar entre os comparsas do rapaz: “Alguém atraiu ele para lá, se desentenderam, e ele acabou levando os tiros”, diz. Apesar disso, a Polícia ainda não tem nenhum suspeito. O Delegado alerta que o local conhecido como Morro da Cruz é perigoso, e utilizado por usuários de drogas e bandidos, que escondem lá mercadorias roubadas.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

VIOLÊNCIA - Presidiário mantém mulher em cárcere privado por uma semana

Após conseguir fugir, ela foi perseguida pelo e namorado e apanhou na frente de muita gente

Araranguá – Uma semana de terror. Esta pode ser a descrição da situação vivida pela moradora do bairro Polícia Rodoviária Daniela Garcia Ferreira Lira, 22, que passou uma semana aprisionada sob ameaças e agressão dentro da casa do ex namorado, o presidiário Célio Cardoso da Silva, 29, preso há sete meses por tráfico de drogas. Além do cárcere privado, ela diz que o homem a agrediu física e verbalmente, e que batia mais forte a cada tentativa de fuga: “Todos os dias eu tentava fugir, e todos os dias ele batia um pouquinho”, conta. A família do rapaz mora ao lado da casa, e apesar de assistirem às cenas, nada fizeram para impedir as ações do violento parente.


FUGA - Depois de muitas tentativas, a gaúcha de Novo Hamburgo que mora em Araranguá há cerca de um ano, conta que ontem à tarde conseguiu fugir, pulando por uma janela: “Ele percebeu, e começou a correr atrás de mim. Uma mulher passou, viu, eu gritei por socorro, pedi pra chamar a Polícia, mas ela não fez nada. Corri da Lomba, onde é a casa dele, até dentro do Center Fábicas, onde ele me alcançou”, lembra. No hall do centro de compras, ignorando a presença de dezenas de pessoas que passavam, o homem começou a bater na mulher: “Ele me deu socos, puxou os cabelos, me jogou no chão e me deu muitos pontapés. Mas o pior é a humilhação”, lamenta.


Ela conta que ele deu socos, puxou os cabelos, a jogou no chão e deu muitos pontapés, diante de muitas pessoas

NÃO SABIA – Daniela diz que conheceu Célio uma semana antes da condenação a 2,5 anos de prisão por tráfico de drogas, cumprida no Presídio Regional de Araranguá. Ela conta que continuou o romance mesmo assim, e que visitava o namorado todos os fins de semana na cadeia. Esta era a segunda vez que ele recebia o benefício da saída temporária, e por isso, a namorada foi até a casa dele para aproveitar os dias de regalia. Acabou conhecendo outra face do rapaz: “A gente tava se conhecendo. Se eu soubesse que ele era agressivo, nem ficaria com ele, como não vou ficar mais”, promete.

Mulher diz que não sabia da agressividade do namorado, e promete não retomar o romance

O Delegado Jorge Giraldi recebeu a denúncia, e após ouvir Daniela, a encaminhou para o IML, para fazer o exame de corpo de delito. Ele vai encaminhar o caso para a Delegacia da Mulher, que deve fazer o Inquérito Policial. Para o delegado, a situação do presidiário pode piorar na cadeia, já que o crime foi praticado durante a saída temporária: “O juiz pode determinar a perda de benefícios”, finaliza.

ESTELIONATO - Menor dos cartões está no CIP de Blumenau


Internação ocorreu por furtos cometidos no ano passado, e não por causa dos cartões. Medida deve durar três meses

Arararanguá – A Polícia Civil de Araranguá cumpriu na noite desta quarta-feira (18) o mandado de busca e apreensão em desfavor do adolescente BTS, 15, o “menor dos cartões”. Ele ficou conhecido no mês passado pela prática de estelionato feito com correspondências que usava para pedir cartões de crédito e adicionais, além do uso de cartões de crédito de terceiros, sem autorização.

O menor, que foi mandado para o CIP – Centro de Internamento Provisório – de Blumenau deve permanecer no local, cumprindo medidas sócio-educativas por três meses, segundo ordem do Juiz da Infância e Juventude, Julio César Ferreira de Melo.

Apesar de não haver nenhuma dúvida sobre a participação do menor nos estelionatos, este não é o motivo da internação. Segundo os delegados Jorge Giraldi (CP) e Eliane Viegas (1º DP), a ordem de busca teria sido expedida em função de furtos de motocicleta e bicicleta ocorridos no ano passado, bem como a existência de duas medidas sócio-educativas impostas pelo juiz que nunca foram obedecidas pelo adolescente.

INQUÉRITO CAMINHA – A internação de BTS foi comemorada pela Delegada Elaine Viegas, que trabalha com o caso dos cartões. Ela diz que ainda não terminou o inquérito, já que todos os dias aparecem novidades no caso. Ontem, ela teve acesso a mais onze correspondências de administradoras de cartões de crédito, a maioria destinadas ao menor. Alguns documentos tinham como destinatário o pai do menor, morto há cerca de três meses. A situação é preocupante: “Além de continuar praticando o ato após a abertura do inquérito, o B ainda usou o nome do pai”, lamenta. Na semana passada, um carteiro foi até a delegacia para denunciar o menor, que segundo ele, o abordava com violência na rua exigindo correspondências. Ela diz que a internação representa um alívio: “Ele fica fora de circulação, e dá alívio pra gente organizar o inquérito, que tem muito material e muitas vítimas”, diz.



Delegada continua colhendo depoimentos, e diz que internação beneficia conclusão do inquérito


Quanto às investigações, a delegada diz que a maioria dos envolvidos já prestou depoimento, e que há suspeitas de que o rapaz não agiu sozinho: “Muita gente sabia da bronca dele, e temos certeza também de que muitos ganharam com isso”, finalizou.

Polícia - Homem quer matar três da mesma família

Araranguá – O motorista MPS, 57, apareceu na Delegacia contando que o sobrinho CA, 20, enlouqueceu: além de quase passar o carro por cima dele quando ia a pé para a casa de um dos irmãos, ele ainda vem fazendo ameaças. Ele conta que o estagiário anda dizendo para todo mundo que vai matar a vítima, e mais dois irmãos, APS e JPS, que também são tios do garotão. Agora, o rapaz vai ter que explicar o porquê de tanta violência na família na Polícia.

Polícia - Furto na igreja

Araranguá – Muitos devotos estão revoltados na comunidade de Sanga da Areia. O motivo: ladrões arrombaram a porta lateral da igrejinha e furtaram vários objetos. Como se não bastasse, ainda reviraram todo o local, inclusive jogando as hóstias no chão. Para piorar, agora os fiéis terão que se empenhar no dízimo para comprar um novo aparelho com caixas de som, CD e microfone.

Polícia - Quis ajudar e se deu mal

Araranguá – Depois da experiência vivida na madrugada de ontem, o pescador AC, 39, vai pensar duas vezes antes de dar uma carona para ajudar alguém.

Ele estava com a moto estacionada perto de um clube no Morro dos Conventos quando um sujeito aparentemente desesperado se aproximou pedindo uma carona, dizendo que foi avisado que o filho pequeno teria ficado muito doente, e por isso, ele teria urgência em chegar em casa. Movido pela solidariedade, a vítima pegou a moto, e convidou o caroneiro. Numa ruazinha muito escura, o caroneiro disse que morava por ali, e que queria desembarcar, mas antes pediu um dinheiro para o bom homem, alegando que seria usado para comprar remédios para a criança. O motorista então desceu da moto, e como estava escuro, resolveu usar o farol da moto para contar o dinheiro, e ver com quanto poderia colaborar. Nesse momento, o falso pai desesperado atacou o benfeitor, roubando R$ 140 em dinheiro, e ainda tentando levar a moto, que segundo a vítima, só não conseguiu porque os dois entraram em luta corporal, e como o dono da moto era mais forte, o larápio fugiu ao perceber que ia perder a parada.

A vítima então voltou ao estacionamento do clube, e perguntou ao vigia qual era o nome do ladrão. O vigia disse, e agora a polícia vai buscar o marginal, que já é seu velho conhecido, para ter uma conversa na Delegacia durante esta semana.

Polícia - Limparam a casa na ausência do dono

Araranguá – O comerciante VMM, 30, teve que se desbancar de bancar de Tubarão, cidade onde mora, para verificar o estrago feito na casa do irmão, SMM, 30, que é caminhoneiro, e que estava viajando enquanto bandidos fizeram a festa na casa do morador do Alto Feliz. A casa teve a porta da frente arrombada, e do interior foram furtados três bujões de gás, duas TV’s 14’ e 29’, um DVD, dois ventiladores, um forno elétrico Fischer, um computador completo com impressora e um forno microondas.A Polícia investiga.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

JURI POPULAR - Matador do taxista enfrenta júri amanhã

Ele está em prisão provisória desde novembro do ano passado. Um mês antes, assassinou o taxista gaúcho Cláudio Justo por ciúme

ARARANGUÁ – Amanhã, a partir das 9h, sete jurados escolhidos entre pessoas da comunidade deverão fazer parte do Tribunal do Júri que julga o destino de Lucinei Mota, 21. No dia 29 de outubro, ele matou com dois tiros a queima roupa, dentro do próprio veículo, o taxista Cláudio Martins Justo, então com 48 anos. Segundo a acusação, o jovem teria disparado a arma contra o taxista por motivo fútil e sem condições de defesa. O crime teria acontecido por ciúme, já que o taxista trazia a ex mulher do acusado, Gabriela de Oliveira Almeida, até a casa do rapaz, no bairro Mato Alto, para buscar as coisas dela e retornar para a cidade onde ela morava com a mãe, Três Cachoeiras, local onde a moça contratou a viagem para Araranguá feita com a vítima.

Durante o julgamento, o advogado Jean Carlos Setter pretende provar que Lucinei agiu imbuído pelo impulso, e deve tentar atenuar a pena, já que o rapaz foi preso em flagrante e confessou o crime. A acusação, que fica a cargo do Promotor Leonardo Todeshini e do Assistente Ivan Roque Sá Bocca, defende a tese de homicídio doloso qualificado (com intenção de matar e sem dar condições de defesa), e querem que o assassino seja condenado a pena máxima permitida, ou 30 anos de prisão. A situação do réu piora, já que além da prática do crime, ele tentou fugir do flagrante, até receber a ordem de Prisão Preventiva, em novembro do ano passado. Desde então, aguarda julgamento no Presídio Regional de Araranguá.

A sessão do Tribunal do júri será presidida pelos juízes Júlio César Ferreira de Melo e Liane Bardini Alves, que pela primeira vez dirige um julgamento com júri popular no Vale do Araranguá. Recentemente, ela substituiu o juiz Celso Valim, na 1ª Vara Cível, e age em cooperação com o juiz titular da Vara Criminal da Infância e Juventude, Dr. Júlio César de Melo.

RELEMBRE O CasO – No dia 29 de outubro do ano passado, a ex mulher de Lucinei Mota pegou o táxi na cidade de Três Coroas, RS, onde morava com a mãe, rumo a Araranguá. O objetivo era buscar algumas coisas que ficaram na casa do ex marido, no bairro Mato Alto, e retornar para o RS no mesmo dia. Nada deu certo: chegando na casa de Lucinei, o casal acabou brigando, já que o rapaz não se conformava com a ida da mulher. Testemunhas afirmam que o taxista Cláudio Martins Justo não teria se metido na briga, mas mesmo assim, o rapaz, que chegou a afirmar que Cláudio era amante da moça, se aproximou do carro onde a vítima estava, e disparou a arma contra ele, acertando um tiro no tórax e outro na testa. O homem morreu na hora, sem condições de defesa.


Processo de 157 páginas choca pela violência com que rapaz matou a vítima sem condições de defesa

RECUPERAÇÃO - Polícia recupera veículo e prende autor no RS

Assaltante dos idosos no Arroio é velho conhecido da Polícia. Carro ainda está em Caxias do Sul


Caxias do Sul – A polícia Civil do Rio Grande do Sul recuperou neste sábado (07) o veículo Santana placas LYI 1591, usado para a fuga durante dois assaltos contra idosos na última quinta-feira, no Balneário Arroio do Silva.

Segundo a responsável pela 1ª DP de Araranguá, delegada Eliane Viegas, dentro do automóvel roubado estavam dois elementos, que reagiram à abordagem com armas de fogo. Na ocasião, foi preso Gilvane Farias, morador do Balneário, que junto com o comparsa conhecido como Tiago, morador de Caxias do Sul, teria ido até a cidade gaúcha fugindo da Polícia. O comparsa gaúcho reagiu à abordagem, e conseguiu fugir. Com a prisão de Gilvane, a Polícia confirma que os dois assaltos no Balneário foram realizados pelos mesmos elementos, conforme as suspeitas iniciais.

Já o bandido arroiossilvense não teve a mesma sorte, e foi preso em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e roubo de veículo. Gilvane é velho conhecido da Polícia, e já cumpriu pena no Presídio Regional de Araranguá por tráfico de drogas. A ficha criminal do comparsa de Gilvane também é extensa, com crimes como roubo, furto e porte ilegal de arma. O veículo recuperado está em perfeitas condições, aguardando que o proprietário venha busca-lo na cidade gaúcha.

A reportagem do Jornal Correio do Sul esteve ontem na casa das vítimas para ouvir as opiniões sobre a prisão do assaltante, mas nenhum dos idosos agredidos estavam em casa.

RELEMBRE – Na manhã de quinta-feira, por volta das 9h30, dois homens armados e encapuzados invadiram a residência da aposentada TVA, 62, na localidade de Areias Brancas, norte do Balneário. Após ameaça-la, eles amarraram a mulher, e fugiram levando R$ 30 em moedas. Por volta das 10h30, dois homens, que não usaram disfarce, abordaram o casal de aposentados turvenses SM, 75 e VGM, 63 quando chegavam à casa de veraneio da família, no bairro Jardim Atlântico, Sul do Balneário. Após roubarem R$ 120 e trancarem o casal no banheiro da casa, eles fugiram com o veículo Santana vermelho, em direção Sul. Apesar das buscas, a Polícia local não conseguiu encontrar os fugitivos, que acabaram presos neste sábado, em Caxias do Sul.



Primeira vítima foi rendida pelos bandidos em casa. Eles a amrraram e fugiram levando R$ 30 em moedas