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quarta-feira, 4 de julho de 2007

NO PAN - Mais quatro policiais militares são convocados para a Força Nacional

Eles fazem parte do PPT, e podem ser os próximos a desembarcar no Rio, onde acontece o Pan

ARARANGUÁ – Quatro soldados da Polícia Militar de Araranguá devem se somar aos três oficiais da região que integram a Força Nacional de Segurança Pública. Além do 1º Sgto Luiz Leitão, que embarcou em janeiro deste ano, o Sgto. João Luiz Casagrande e o Sdd. José Everton Alves, que embarcaram no dia 25 de maio, os Sdds. Jéferson da Silva Gomes e Plínio Réus da Rocha Júnior serão presenças garantidas durante o XV Jogos Panamericanos, que acontece de 13 a 29 de julho, no Rio de Janeiro. Já as presenças dos Sdds. Andrei de Matos e André Luiz Galson Neumann não são garantidas, porque apesar da convocação, o Comandante da Polícia Militar de Araranguá, Major Gilmar Mônego, deve requerer a dispensa dos dois, para evitar o esvaziamento da guarnição. Todos os militares fazem parte do PPT – Pelotão de Policiamento Tático, e por isso, são diretamente responsáveis pelo policiamento ostensivo dos municípios comandados pelo quartel de Araranguá.

Segundo o Major Gilmar Mônego, as convocações fazem parte de um convênio firmado entre os Estados e a Secretaria Nacional de Segurança Pública, que promete liberar recursos para a segurança pública dos Estados em troca da disponibilidade dos militares convocados. Para o Comandante, os soldados fazem falta: “Mas em contrapartida, teremos homens mais experientes e bem treinados, que passaram por situações críticas em grandes cidades”, disse.


Mesmo com a incerteza, os soldados Matos, 28 e Neumann, 27, estão preparados para a viagem. Companheiros há nove anos, desde que concluíram a Academia, em Criciúma, os dois trabalham juntos na mesma guarnição do PPT em Araranguá, e gostam da idéia de estarem juntos no RJ: “Nós dois fizemos treinamento para isso, em 2005”, conta Matos, que diz que já esperava pelo convite: o anúncio veio quando ele serviu em missão no Espírito Santo, no ano passado. Já para Neumann a coisa foi diferente: “Não esperava, e recebi a notícia com muita surpresa”. Para os dois, a convocação tem o mesmo peso de uma competição para a Seleção Brasileira: “Teremos que mostrar responsabilidade, e trabalhar muito”, garante Neumann. Já para Matos, a experiência vai servir para que ele confira in loco o que vê na televisão: “Espero que não seja assim tão violento”, torce.



Soldados querem a experiência


Para ambos, ir ao Rio durante o Pan e ficar longe da família por no mínimo 120 dias será difícil, mas valerá a pena: “Voltaremos pra casa de bagagem cheia”, finaliza Matos.


quinta-feira, 28 de junho de 2007

Violência - Hóspede reclama de tratamento da Polícia Militar

VIOLÊNCIA

Hóspede é vítima de abuso de autoridade

Ele diz que policial foi agressivo, conduzi-lo como suspeito de tentativa de roubo. Vítima negou que ele seria o autor

ARARANGUÁ – Uma denúncia de tentativa de assalto foi o estopim para uma suposta demonstração pública de violência policial contra um hóspede do Hotel Mazzucco, na BR 101, em Araranguá. O caso aconteceu na noite desta terça-feira (26), quando o vendedor JJSC, 25, morador de São José, na Grande Florianópolis, se preparava para dormir no quarto 228, onde estava hospedado. Segundo o Boletim de Ocorrência registrado na CP, era por volta das 22h quando um funcionário do hotel bateu na porta, dizendo que policiais militares fariam uma revista nos quartos, por causa de uma tentativa de assalto a um hóspede dentro do hotel. O vendedor concordou com a busca. Os PM’s entraram, revistaram, e nada encontraram. Segundo a vítima, ao sair do quarto, o militar que comandava o grupo teria visto uma cicatriz que tem no rosto, e que a partir daí, ficou encarando o rapaz. Após a revista, eles voltaram ao quarto dele, dizendo que seria conduzido à Delegacia, pois era suspeito da tentativa de assalto. Ele contou que concordou em ir, mesmo sabendo que era inocente, mas ao descer as escadas do hotel, começou a ser empurrado pelo comandante até o local onde estava a viatura. Segundo a vítima, ele também o humilhou diante do grupo de pessoas que se formou no local.

Já na Delegacia, o hóspede que sofreu a tentativa de assalto não reconheceu o vendedor e disse que ele não era o autor. Com isso, JJSC foi imediatamente liberado. Só não foi embora na mesma hora, porque quis registrar a ocorrência contra o comandante do grupo que fez a infeliz abordagem.