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sexta-feira, 3 de agosto de 2007

ACIDENTE - Jovem que está na UTI se recupera, e deve ir para o quarto em dois dias

Araranguá – Passa bem e em franca recuperação, na UTI do Hospital Regional de Araranguá, José Raul Guenther, 16, uma das vítimas do acidente ocorrido no início da tarde desta segunda-feira (23) e que tirou a vida do professor universitário Raul Guenther, 54, e do morador de Joinville Vagner Leal de Quadros, 64. Os dois colidiram de frente os veículos Corolla NCS - 3832, dirigido por Raul, e a GM D-20 placas MBS – 4560, conduzido por Vagner, após a perda de controle do Corsa MMM – 3367, de Turvo, que segundo o motorista, Eder Vieira, 28, teria apresentado uma falha na direção hidráulica do carro, que tinha uma semana de uso. Ele não se machucou.

Segundo o enfermeiro chefe da UTI do HRA, Saulo Fábio Ramos, José Raul, que chegou ao hospital com hemorragia interna e traumatismo craniano, está bem lúcido, mas ainda utiliza o aparelho de ventilação mecânica. A hemorragia cedeu, e o TCE já foi revertido. Ele tem recebido a visita de familiares, e se tudo der certo, deve passar para o quarto em dois dias. Ontem, a mãe dele, a enfermeira Soraia, que é professora de enfermagem na UFSC e Unesc, esteve visitando o filho e a namorada do ex marido, Ariane Girondi, que também está internada. Nenhuma das duas quis falar com a reportagem do Jornal Correio do Sul: “Não é uma boa hora”, disse Soraia, que apesar do choque, demonstra coragem e otimismo com a recuperação do filho, que estava deitado no banco de trás na hora do acidente.

Já a namorada de Raul, Ariane, passa bem, segundo o chefe de enfermagem da clínica cirúrgica, Leandro. A moça, que está internada no quarto 104 da clínica, está lúcida, tem conversado e caminhado, e mantém medicação para dor e vômito. Ela também mora em Florianópolis, e mantém uma acompanhante no quarto 24 horas por dia. O enfermeiro não sabe ainda quando ela vai receber alta, mas acredita que não deve demorar.

As outras vítimas, Luciana da Cruz de Quadros, esposa da vítima fatal Vagner Leal de Quadros, e o filho de 12 anos, Douglas Vagner Cruz de Quadros, receberam alta no mesmo dia. A criança saiu ilesa do acidente que matou o pai, mas a mãe fraturou o antebraço. Os dois já foram para Joinville, onde enterraram o ente querido.

TRAGÉDIA - Dois mortos e um em estado grave em acidente que parou a BR 101


Colisão na Curva do Carneiro envolveu três veículos, com dois condutores mortos e três feridos. Filas duraram mais de três horas

Araranguá – Um grave acidente no Km 410 da BR 101, entre Araranguá e Maracajá, interrompeu o tráfego na rodovia por mais de duas horas e provocou filas cerca três horas após o acidente.

Segundo o chefe de socorro do Corpo de Bombeiros de Araranguá, Soldado Ronaldo, que coordenou a operação, um telefonema avisou por volta das 13h30 horas que um grave acidente com vítimas entre ferragens teria acontecido na Curva do Carneiro. Seis homens e três veículos saíram para o local, e o que encontraram foi uma cena comovente: “O cenário era trágico, o Corolla capotado na pista, a D-20 danificada nas margens da via, muita gente em pânico”, descreve.

A causa do acidente pode ter sido a imprudência. Uma testemunha, que não quis se identificar, conta que viu quando o Toyota Corolla NCS –3832 de Florianópolis, conduzido pelo professor universitário Raul Guenther, teria feito a ultrapassagem forçada, e acabou colidindo com dois veículos na pista: “Foi horrível, nunca vou esquecer”, diz. O Corpo de Bombeiros admite a possibilidade da ultrapassagem imprudente, mas não confirma ser esta a causa do acidente.

Com o impacto, o motorista do Corolla ficou preso entre as ferragens, e morreu na hora. O filho dele, José Raul Ghenther, 16, foi retirado do carro com hemorragia interna e traumatismo craniano e está internado na UTI do Hospital Regional de Araranguá, em estado grave. A outra passageira, Ariane Girondi, não teve nenhuma fratura, e continua internada no HRA para observação.

Já na GM D-20 placas MBS-4560, de Joinville, o condutor Vagner Leal de Quadros, foi socorrido, mas acabou não resistindo aos ferimentos e morreu no hospital. Os passageiros Douglas Vagner Cruz de Quadros e Luciana Cruz de Quadros não tiveram nenhum ferimento grave, e também estão em observação no HRA.

O Corpo de Bombeiros informou que também um Corsa teria se envolvido no acidente, sem conseqüências. Até o fechamento desta edição, nem o Corpo de Bombeiros nem a Polícia Rodoviária Federal divulgaram o número da placa e o nome do condutor. As informações são de mais cerca de cinco pessoas teriam se envolvido neste acidente, mas nenhuma delas se machucou.

Coincidência ou não, o local da tragédia de ontem é praticamente no mesmo cenário onde o motorista gaúcho Jonas Bagattini, 22, e a caroneira Luciane Lanzini, 27, encararam a morte de frente, na semana passada, quando o caminhão dele tombou, no KM 411. Apesar do susto, os dois tiveram ferimentos leves, e já receberam alta do hospital.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

ACIDENTE - Caminhão tomba e carga é saqueada

Acidente aconteceu na manhã de ontem, e trancou BR por mais de duas horas

Araranguá – O motorista gaúcho Jonas Bagattini, 22, e a caroneira Luciane Lanzini, 27, encararam a morte de frente e ficaram vivos para contar a história.

Por volta das 7h30, eles trafegavam no sentido Norte/ Sul no caminhão Mercedes-Benz IGR – 8028 de Encantado, RS, quando o motorista perdeu a direção e provocou o tombamento do veículo no Km 411, no bairro Barranca, em Araranguá. O acidente interrompeu o fluxo no trecho da rodovia por cerca de duas horas. Já a carga de pisos cerâmicos e duas paletes de farinha de trigo se espalharam pela pista. Parte da carga foi quebrou, e a outra parte foi saqueada por populares em poucos minutos.

Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros de Araranguá, sargento Niles, as duas vítimas ficaram trancadas nas ferragens, mas a situação mais crítica era a da caroneira, que tinha a cabeça no painel junto aos pedais do caminhão, e levou cerca de uma hora para ser resgatada. A moça não estava consciente, mas o rapaz conversou com os bombeiros durante toda a operação de salvamento. Os Bombeiros precisaram desencarcerar o caminhão para poderem retirar as vítimas, que foram encaminhadas ao Hospital Regional de Araranguá. No Hospital, as informações são de que os dois ficarão internados, já que ela apresenta um traumatismo crânio-encefálico leve e ele teve uma lesão no tornozelo esquerdo.


Espaço era insuficiente para a saída das vítimas. Bombeiros precisaram desencarcerar a cabine para liberar a passagem

COCHILO – Segundo o Inspetor Vagner da Rosa, da Polícia Federal de Araranguá, o acidente aconteceu porque o condutor teria dormido no volante. Jonas não confirma a versão, dizendo que não sabe o que aconteceu de fato: “Não lembro de nada”, diz. Porém, o companheiro de viagem dele, Silvio Heleno Almeida Ferreira, 31, que seguia com sua carreta há menos de dez metros à frente do amigo, conta que viu pelo retrovisor quando o caminhão se desgovernou, dando uma volta de 360º pela pista: “Não acredito que ele tenha dormido, é mais certo que a roda tenha travado, ou algo assim”, diz o caminhoneiro, que tem seis anos de estrada e também já sobreviveu a um acidente, há três anos.


Silvio (d) assistiu tudo, e acha improvável a versão do cochilo do companheiro de viagem

Ele diz que foi o primeiro a chegar para socorrer o amigo e a noiva dele, e critica a forma como a carga foi saqueada: “Foi coisa de minutos, veio todo povo ali daquelas casas ali perto, não deu cinco minutos e levaram tudo. Até a carteira de dinheiro deles eles iriam levar”, lamenta. Para ele, as pessoas deveriam ser mais sensíveis em horas como estas, vividas pelos amigos: “Não é pelo bem material, mas falta consideração, né?”

POR UM MILAGRE

Ele diz não saber se dormiu no volante, e promete nunca mais dirigir durante a madrugada


“O susto foi grande, só nos salvamos por milagre”. Esta foi a frase dita pelo motorista Jonas Bagattini ao ver o estrago do caminhão, mostrado através das fotos tiradas pela reportagem do Jornal Correio do Sul, dentro do hospital. Ele conta que saiu com a noiva Luciane mais o amigo, que levava outro caminhão, às 18 horas desta quarta-feira de Campo Largo, PR, onde haviam carregado a carga e partiam em direção a Porto Alegre, RS. Ele conta que passou a noite dirigindo e parando, e que no trecho de Itajaí, a chuva diminuiu, e por isso ele e o amigo resolveram tocar adiante. Em Laguna, pararam para tomar café e seguiram viagem, até a parada forçada ocorrida na Barranca. Mesmo assim, ele disse que não estava com sono e que não sabe se dormiu no volante. Caminhoneiro há três meses, ele diz que nunca tinha dirigido a noite, mesmo porque devido ao tipo de carga, não sofre pressão para horário de entrega. O acidente que poderia tirar sua vida e a da noiva, que tem um relacionamento com ele há três anos, trouxe uma lição: “Até agora parece que não caiu a ficha, mas com esse susto eu aprendi, e nunca mais dirijo a noite”, promete. Ver as fotografias do caminhão impressionou o rapaz: “Tenho certeza que escapamos por um milagre”, finalizou.

Amigos comemoram resultado do que consideraram um verdadeiro milagre

SAIBA MAIS - O caso do motorista gaúcho não é o isolado: dados da Confederação Nacional do Transporte mostram que o Brasil tem mais de 2 milhões de caminhoneiros, trabalhando em média 15 horas diárias. 57% deles trabalham sete dias por semana. Aproximadamente 66% dos caminhoneiros rodam mais de 5.000 Km por mês e 34,1% dirigem mensalmente em torno de 10.000 Km. O excesso de jornada de trabalho e as longas distâncias percorridas são dois dos fatores que contribuem para a incidência de acidentes envolvendo caminhões nas rodovias brasileiras.

O casal teve muita sorte: no Brasil, a frota é de mais de dois milhões de caminhões. No ano passado, 0,5% se envolveram em acidentes, com mais de 17 mil feridos e quase três mil mortos nas estradas federais. Em SC, foram 246 mortos e 1858 feridos.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

TRAGÉDIA - Acidente mata presidente do Conselho Tutelar

TRAGÉDIA

Acidente mata presidente do Conselho Tutelar

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais foi às pressas fazer tomografia em Criciúma, mas passa bem


Durante inauguração do tomógrafo, Cleuza era encaminhada para realizar exame em Criciúma, com UTI do Samu


SANTA ROSA – “A cidade está chocada”. Com essas palavras, a prefeita de Santa Rosa do Sul, Maria Gessi Casagrande, lamentou o acidente que matou a presidente do Conselho Tutelar de Santa Rosa, Derci Mota Ferraz, e feriu a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade, Cleuza Monteiro.

A tragédia aconteceu ontem, por volta das 11h40, na SC 483. Cleuza dirigia o automóvel que trazia a amiga, e acabou batendo num ônibus que atravessou na pista. Derci morreu na hora, e Cleuza foi levada as pressas para o Hospital Regional de Araranguá.

Enquanto autoridades e população esperavam pelo governador Luiz Henrique da Silveira para a cerimônia de inauguração do tomógrafo e da nova sala de imagens (ver matéria), Cleuza precisou se deslocar com a UTI móvel para Criciúma, onde realizou uma tomografia computadorizada, já que tinha batido a cabeça. O exame não apontou nenhuma lesão séria, mas mesmo assim, ela permaneceu internada, já que apresenta muitos pedaços de vidro pelos ombros, que estão bastante machucados, além de apresentar escoriações pelas pernas. Ela pode passar por uma cirurgia, para a retirada dos cacos de vidro. Mãe e irmã aguardavam ontem na porta do hospital para fazer a visita, às 19h: “Estamos transtornadas, e pedimos para que toda a cidade ore pela Derci e pela recuperação da Cleuza”, pediram.

O vereador e amigo de Cleuza, Enor Colares Gomes, PMDB, disse que antes do acidente, ele e Cleuza estiveram juntos em uma reunião, e que tinham combinado que iriam à tarde ao HRA para a inauguração: “Triste ironia do destino”, disse. Ele conversou com Cleuza após o acidente, e disse que ela estava confusa, mas está bem. O vereador disse que não comentou a morte de Derci: “Não queria deixa-la mais abalada ainda”, justificou.


A prefeitura de Santa Rosa do Sul decretou luto oficial por três dias. Para a prefeita, resta agora torcer pela recuperação de Cleuza: “Ela tem alegria, e é uma grande guerreira”, elogia. Diz também que Derci é insubstituível: “A cidade perde muito com esta morte”, lamenta. A ex-integrante do CT deixa uma filha de 14 anos.



Prefeita Gessi Casagrande e vereador lamentaram o acidente, e dizem que cidade está chocada com a tragédia