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segunda-feira, 25 de junho de 2007

PROJETO MUTIRÃO DE LIMPEZA MOBILIZA O LOTEAMENTO MORADAS DO SOL

PROJETO MUTIRÃO DE LIMPEZA MOBILIZA O LOTEAMENTO MORADAS DO SOL

* Release enviado pela Assessoria de Comunicação da PMA dia 21/06/2007
A Administração Municipal de Araranguá em parceria com a UAMA e as Associações de Bairro iniciam nesta sexta-feira (22), o Projeto Mutirão da Limpeza. O projeto tem por objetivo incentivar a população araranguaense na manuenção da limpeza nos bairros em que moram. O primeiro bairro a participar do mutirão será o Loteamento Moradas do Sol, que a partir das 8 horas e 30 minutos terá seu bairro "invadido" pela equipe de limpeza da Secretaria de Obras, bem como, dos voluntários do próprio bairro.
De acordo o Diretor de Obras, João Rafael, o Projeto Mutirão de Limpeza tem por objetivo conservar a limpeza dos bairros, com a participação efetiva dos seus moradores. No mutirão, será recolhido todo o lixo encontrado em terrenos baldios e nas ruas, além disso, os moradores também poderão depositar seus entulhos ( móveis velhos, madeira, ferro, pneu...) em um dos três caminhões que estarão prestando este serviço de coleta. Em resumo, queremos deixar nossa cidade muito mais bonita.
Os mutirões acontecerão todas as sextas-feiras, e o próximo bairro comtemplado será sorteado pela UAMA.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

COOPERAR - Nove anos reciclando em Araranguá

COOPERATIVA

Cooperar: nove anos reciclando em Araranguá


ARARANGUÁ – “Eu nunca pensei que trabalhar com lixo fosse tão bom. Hoje, estou aqui”. A frase do morador do Lagoão Émerson Silva, 27, mostra a animação de homens e mulheres que participam da Cooperar – Cooperativa de Trabalho e Produção dos Recicladores de Araranguá, que funciona no bairro, e hoje é a única cooperativa ecicladora na cidade. Assim como Émerson, os 25 cooperados têm razão para comemorar: nascida da discussão sobre trabalho da campanha da Fraternidade de 1999, a Cooperar tem conquistado espaços e garantindo a ascensão no mercado.


AVANÇOS – Segundo o presidente da entidade, Valdelir Cesconetto, o Dé, a busca por alternativas de trabalho e renda promovida pelo grupo católico acabou agregando idéias e parcerias. Com o apoio da Associação de Moradores do Lagoão, que tinha também um projeto de reciclagem, foi criado o projeto Reciclar, coordenado pela Ong Cecrea – Centro de Criação de Renda e Emprego de Araranguá, que inaugurou o centro de triagem da cooperativa, num galpão de 30m2 doado por um morador, e com poucos equipamentos, e organizou a comunidade para a seleção e coleta de lixo reciclável. Em 2005, e já podendo andar com as próprias pernas, o grupo de cooperados se desligou do Cecrea e fundou a Cooperar.

Hoje, a cooperativa conta com 600 m2 de área construída, em terreno próprio de três mil m2. Além do crescimento físico, a cooperativa investiu R$ 92 mil em equipamentos. Com a ajuda da Fundação do Banco do Brasil e outros parceiros, a Cooperar acaba de adquirir duas novas prensas, esteira de triagem, esteira elevatória, um fragmentador e um novo caminhão para a coleta. Nos primeiros tempos, o lixo reciclado era coletado por uma carroça puxada por um cavalo.

CONSCIENTIZAÇÃO – Na cooperativa, a palavra-chave é mesmo a cooperação. Todo o material reciclável (papel seco, plásticos, metais e vidros) é recolhido pelo caminhão nas comunidades de Lagoão e Divinéia, além de algumas escolas e órgãos públicos, todas as quartas e quintas-feiras. Mais de mil famílias colaboram com o projeto, separando o lixo reciclável.

Na cooperativa, os cooperados separam e selecionam o lixo, que têm valores diferenciados, segundo o tipo. O alumínio custa em média R$ 3 o quilo, enquanto o papelão sai por R$ 0,23 e o plástico, R$ 0,80 o quilo. Hoje, a Cooperar comercializa uma média de 15 mil quilos por mês, para empresas que usam a matéria prima para a elaboração de produtos em Araranguá, Criciúma e toda a região.

Émerson e José vêem a cooperativa como uma oportunidade de trabalho e também de colaboração com o meio ambiente.


TRABALHO – Numa esteira rolante por onde passam os materiais recolhidos na rua, os cooperados Émerson e José Ademir Rocha, 43, selecionam o lixo que será comercializado. Eles se dizem contentes com a coperativa, que percebem que ela está crescendo, e que o crescimento dela refletirá no bolso deles. Como cooperados, eles têm direitos iguais nos lucros mensais da empresa. Hoje, eles ganham em média R$ 450 por mês, mas sabem que o salário deve crescer: “Nós queremos trazer os catadores de lixo pra trabalhar com a gente, e ter mais produção e oportunidade para todos”, explica o Presidente da entidade. Ele diz que em Araranguá, 70 famílias vivem hoje da coleta de lixo. O próximo passo é ampliar o projeto, e incluir essas famílias no trabalho da cooperativa.